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A Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI) anunciou, por meio de uma nota oficial, que “o regime terrorista e criminoso dos Estados Unidos” atacou, na madrugada deste domingo (19/07), a usina nuclear de Darkhovin, na província de Khuzestão, na região do Sudoeste do Irã. Conforme o comunicado da entidade, a agressão norte-americana, classificada como “agressiva” e “brutal”, ocorreu por volta das 3h39 de hoje, no horário local.
De acordo com a agência iraniana, o ataque violou o direito internacional por atingir uma instalação nuclear pacífica sob salvaguardas internacionais. A declaração da AEOI classificou ainda a usina de Darkhovin como “um dos símbolos da dignidade e da autossuficiência científica da nação iraniana” e observou que vários projéteis foram usados pelo inimigo para atingir o local.
A agressão de hoje não foi a primeira deste tipo. Os EUA realizaram uma série de ataques contra instalações nucleares pacíficas do Irã, protegidas por salvaguardas internacionais, ao longo do último ano, como parte de uma guerra ilegal e não provocada que Washington lançou em conjunto com o regime israelense.
O comunicado mais recente da AEOI surge em meio a tensões crescentes na região, após a retomada da guerra de agressão dos EUA, em violação a um memorando de entendimento assinado pelos dois países no mês passado para pôr fim à guerra em todas as frentes.
A retomada da agressão levou o Irã a retaliar com ataques de drones e mísseis contra instalações e bases usadas pelas forças armadas dos EUA em diversos países da região.
Por sua vez, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou, por meio de comunicado, que investiga os relatos de um ataque ocorrido durante a noite deste domingo na usina nuclear de Darkhovin.
“A instalação está em fase inicial de construção e não continha material nuclear na última visita da AIEA”, afirmou a agência da ONU em um comunicado.
A AIEA afirmou que o suposto ataque não representa nenhum risco radiológico, mas o Diretor-Geral Rafael Grossi reiterou o apelo por “moderação militar nas proximidades de todos os locais relacionados à energia nuclear”.
Já a AEOI enfatizou que a instalação está “totalmente sujeita à supervisão e às salvaguardas da AIEA”, nos termos do Acordo Abrangente de Salvaguardas entre o Irã e a Agência”, acrescentando que suas atividades são “pacíficas e legais”.
A organização também citou as Resoluções 444 e 533 da Conferência Geral da AIEA, afirmando que elas declaram explicitamente que ameaças ou ataques contra instalações nucleares pacíficas são contrários ao direito internacional, à Carta da ONU e ao Estatuto da AIEA.
A declaração, que exige uma resposta da AIEA, afirma que o Irã espera que o diretor-geral da agência “saia do silêncio e da inação, condene este crime, que mina ainda mais o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o sistema de salvaguardas nucleares e o Estatuto da AIEA, e cumpra suas responsabilidades estatutárias”.
Com informações da IRNA e da agência Tasnim