Ex-vice-governador afirma que é pré-candidato do PT à Prefeitura de Manaus em 2024

Carlos Almeida Filho classificou como um “movimento irracional de figuras obtusas” o grupo de petistas que pretende impugnar sua filiação ao Partido dos Trabalhadores local

O ex-vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho, classificou como um “movimento irracional de figuras obtusas” o grupo de petistas que pretende impugnar sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ele afirmou que já é filiado ao PT e que pretende concorrer pela sigla à Prefeitura de Manaus em 2024 com o apoio do atual presidente do partido, Valdemir Santana.

“Eu já sou filiado ao partido (PT). O que há de barulho é um movimento irracional de figuras obtusas”, afirmou em entrevista exclusiva ao Portal Panorama Real, ressaltando que o presidente do partido, Valdemir Santana, já o lançou, dentre outros nomes, como pré-candidato a prefeito de Manaus.

“Perseguição”

Carlos Almeida se disse “perseguido” e lançou críticas aos membros do PT que se opõem a ele, comparando esses petistas as pessoas que perseguiram o presidente Lula, líder histórico do PT. “Eu estou estupefato em ver gente dentro do PT agindo como os ‘lavajatistas’, para os quais qualquer mentira servia. Temos julgadores dentro do PT à la Moro e Dalagnol, me acusando daquilo que eles sabiam que era mentira. Essa postura é péssima para a imagem do PT local e nacional”, disse, fazendo referência ao ex-juiz e atual senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) e ao ex-coordenador da Lava Jato, Deltan Dalagnol (Podemos-PR), que teve o mandato cassado como deputado federal neste ano.

Futuro

O futuro de Carlos Almeida Filho dentro do PT deverá ser decidido durante uma reunião que será realizada, nesta segunda-feira (16/10), pelo Diretório Estadual do PT, no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos, na zona sul de Manaus.

Segundo o sociólogo Lúcio Carril, que é filiado ao PT e acompanha de perto o processo político contra Carlos Almeida, o ex-vice-governador deverá ter a filiação impugnada pelo PT “por grande maioria”. A reportagem tentou falar com o presidente do PT, Valdemir Santana, mas não obteve sucesso.

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