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“Não queremos vingança. Queremos apenas justiça”. Com essas palavras o publicitário Juarez Bulbol de Lima, 35 anos, expressou o sentimento da família da professora aposentada e ex-gestora pública, Angela Neves Bulbol de Lima, 64 anos, falecida no último domingo (22/02), vítima de um atropelamento ocorrido, no dia 20 de fevereiro deste ano, dentro do condomínio Ephigênio Salles, no bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus.
Conforme um vídeo que o portal Panorama Real teve acesso (veja abaixo), Angela Bulbol havia acabado de sair de sua casa para fazer sua habitual caminhada dentro do residencial, onde morava desde 2001, sendo uma das primeiras moradoras do local. Ainda conforme as imagens, ela chegou a parar na calçada e olhou para os lados e, em seguida, tentou atravessar a rua quando foi surpreendida por um veículo que a atropelou e causou o acidente que resultou na morte da professora.
“Minha mãe sempre fazia o mesmo trajeto: atravessava a rua da casa para ir à pracinha fazer a caminhada. No dia do acidente, após se exercitar, ela iria voltar para a casa para tomar banho e depois iria buscar a neta na escola. Porém, o acidente interrompeu a vida de minha mãe, que ainda tinha muito para viver. Infelizmente, foi tudo interrompido. Ela era minha bússola, meu porto seguro”, desabafou Juarez Bulbol em entrevista exclusiva concedida ao portal Panorama Real.
O carro era dirigido pela ex-diretora do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), Mônica Melo, que era vizinha de Angela Bulbol.
“Foi negligência e irresponsabilidade da Mônica Melo, que não se manifesta e nem solta uma nota para falar do acidente”, destacou o publicitário.
A reportagem não obteve sucesso em falar com a ex-diretora do Detran-AM, Mônica Melo, que ainda não se pronunciou sobre o acidente até o momento.
De acordo com Juarez Bulbol, a família tem passado por dias difíceis e de dor desde a partida repentina da matriarca. Segundo ele, todos ainda tentam assimilar a tragédia que se abateu sobre a família. “A casa morreu. Todo mundo morreu junto com a partida dela”, desabafou.
Ele afirma que, desde o dia do acidente que vitimou sua mãe, a família tem sido exposta de forma irresponsável na mídia. O publicitário cobrou respeito. “Não estamos conseguindo viver o nosso luto porque saem vídeos do acidente que estão sob segredo de justiça. Essa exposição afeta a família. A gente não esperava essa exposição toda. Portanto, apelo para as pessoas terem respeito”, salientou.
Juarez Bulbol pediu ainda que as pessoas não tirem conclusões apressadas, pois há vídeos que foram manipulados para responsabilizar a mãe dele como culpada pelo acidente. “Esses vídeos não deveriam nem estar circulando, pois estão sob segredo de justiça”, denunciou ele, ao revelar que já pediu para os advogados apresentarem uma ação para apurar o vazamento dos vídeos.
Por conta dessa situação, Juarez Bulbol chegou a publicar uma nota de repúdio em suas redes sociais.




Por outro lado, Juarez Bulbol afirma que a família tem recebido, também, várias manifestações de solidariedade. Para ele, esse apoio é um exemplo do legado deixado pela professora Angela Bulbol.
“Ela era uma ótima mãe e uma ótima professora. Ao longo desses dias, recebemos centenas de mensagens de conforto e solidariedade de ex-alunos e ex-colegas de trabalho dela com pedidos de orações e energias positivas. Essa reação é uma prova que minha mãe foi luz nesse mundo e a mensagem que ela deixava por onde passava era o amor”, afirmou Juarez Bulbol.
Angela Bulbol era graduada em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e chegou a serpró-reitora de Administração e Finanças dessa instituição pública de ensino superior. Ela era ainda doutora em Ciências da Informação e Marketing pela Universidade Fernando Pessoa (2017) e mestre em Desenvolvimento Regional.
Além de atuar como docente no meio acadêmico, Angela Bulbol foi também gestora pública. Ela ocupou o cargo de secretária de Estado de Administração e Gestão (Sead) no último governo de Amazonino Mendes (2017-2018).
Angela Bulbol também era escritora e chegou a lançar recentemente um livro autobiográfico. Segundo Juarez Bulbol, a mãe dele era religiosa e pertencia a Igreja Católica. “Ela frequentava a novena da Aparecida todas as terças-feira”, revelou, destacando que Angela Bulbol tinha origem libanesa e amava sua ascendência árabe.
Veja o vídeo do acidente que matou a professora Angela Bulbol: