Família de Bruno Pereira faz ‘vaquinha’ para tratar câncer de filho do indigenista

Uma campanha no site Vakinha busca arrecadar recursos para importar um medicamento no valor de R$ 2 milhões

Brasil de Fato – O filho da antropóloga Beatriz de Almeida Matos e de Bruno Pereira, indigenista assassinado no Vale do Javari em 2022, foi diagnosticado com um câncer agressivo, e a família precisa de auxílio financeiro para o tratamento.

Uma campanha no site Vakinha busca arrecadar recursos para importar um medicamento no valor de R$ 2 milhões. Pedro, de 5 anos, tem neuroblastoma estágio 4, um tumor maligno que atinge partes do sistema nervoso ou as glândulas adrenais. Clique aqui para ajudar.

“A luta do Pedro é para que o câncer não se espalhe. Isso só pode ser evitado com um medicamento caríssimo (betadinutuximabe), que tem de ser importado e não é oferecido pelo SUS”, explica o site do campanha.

Indigenista se tornou símbolo da defesa da Amazônia

Bruno Pereira foi assassinado a tiros junto com o jornalista britânico Dom Phillips por uma quadrilha de pescadores ilegais em Atalaia do Norte (AM), perto da entrada da Terra Indígena Vale do Javari. Ambos navegavam de barco, quando foram vítimas de uma emboscada.

O indigenista se licenciou da Funai durante o governo Bolsonaro, após ser exonerado de um cargo de chefia pelo então ministro da Justiça Sérgio Moro. A exoneração foi uma retaliação motivada pelo trabalho de Bruno em defesa da Amazônia.

O ex-presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Marcelo Xavier foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelas mortes. Xavier é acusado por homicídio com dolo eventual e nega responsabilidade pelos assassinatos.

‘Pedro é filho do Brasil’

Fora da Funai, Bruno foi trabalhar diretamente para os indígenas do Vale do Javari. Ele chefiava o setor de monitoramento, coletando dados sobre invasões e os encaminhando às autoridades.

Os suspeitos de executar o duplo homicídio estão presos e aguardam o término do julgamento. A PF apontou o pescador Ruben Dario da Silva Villar, que está preso, como o mandante do crime.

“Pedro é filho do Bruno. Pedro é filho da Beatriz. Pedro é nosso filho. É filho do Brasil. Salve Pedro”, diz a campanha de arrecadação para a compra do medicamento contra câncer.