Garantido e Caprichoso fecham terceira noite do 57º Festival de Parintins e encantam público

A apuração do festival ocorre nesta segunda-feira (01/07), às 14h

Na terceira e última noite do 57º Festival de Parintins, o Boi Garantido abriu a festa com o tema ’O Futuro é Ancestral’, como parte do projeto ‘Segredos do Coração’. O Boi Caprichoso levou para a arena o apelo contundente em favor da proteção da floresta e dos povos originários, a partir do tema “Saberes, o Reflorestar das Consciências”.

Garantido
Garantido falou sobre ancestralidade na última noite (Foto: Divulgação/Secom)

Inspirado no escritor indígena Ailton Krenak, quando diz que “O futuro é ancestral”, o boi-bumbá Garantido levou como narrativa os olhos para o futuro e o respeito e reconhecimento dos saberes dos povos ancestrais.

Um dos grandes momentos da noite foi o ritual indígena, que apresentou o rito ‘Jeroki Kaiowá’, do povo Guarani dos Kaiowá, renovando o exemplo de esperança, mesmo com o território do seu povo invadido por fazendas, desmatado e com rios destruídos.

Antes de entrar na arena, o pajé do Boi Garantido, Adriano Paketá, disse que representar no Festival um povo que ainda é tão perseguido é muito importante.

“O Garantido está grandioso e hoje, para fechar com chave de ouro, vamos apresentar esse ritual pela primeira vez no Festival Folclórico de Parintins. Vamos fazer reverência a esse povo maravilhoso com um grande momento ritualístico e, com certeza, vamos arrepiar a galera vermelha e branca”, destacou Adriano Paketá.

Ponto alto da noite foi a apresentação do pajé Paketá (Foto: Divulgação/Secom)

O coordenador de arena do Garantido, Telo Pinto, pontuou sobre os acertos das últimas noites e a importância de todo o conjunto da terceira noite na busca pelo 33º título.

“Nós estamos com um espetáculo falando da ancestralidade para o futuro, falando realmente dessa esperança que nós temos do futuro. O Garantido vem muito preparado e grandioso. São quatro estruturas artísticas grandiosas e uma grande surpresa na arena”, detalhou o coordenador.

Caprichoso
Caprichoso foi o responsável por fechar a 57ª edição (Foto: Divulgação/Secom)

A primeira alegoria foi ‘Lenda Amazônica’, apresentando ao público a história do povo Macurap, que enfrentou uma grande alagação e teve a missão de proteger o povo da floresta. A obra do artista Alex Salvador foi destaque, com efeitos e detalhes, transformando a arena numa grande floresta.

Dando ênfase aos saberes tradicionais e crenças populares, o item ‘Figura Típica Regional’, concebida pelos artistas Makoy Cardoso e Nei Meireles, levou para o bumbódromo os Sacacas, Curadores da Floresta, que retrataram o poder da cura das ervas medicinais que ultrapassam os limites da ciência.

Ao longo da apresentação, o bumbá azulado deu destaque para as emergências climáticas, com a presença de líderes indígenas como Vanda Witoto. O espetáculo foi encerrado com o Ritual Indígena, entoado por Awa Guajá – A Oferenda e Sacaca.

Para o tripa do Boi Caprichoso, Alexandre Azevedo, o bumbá azul fez um trabalho comprometido com a realidade e a expectativa para o título de tricampeão aumentou na última noite.

“Sempre na humildade, mas esperando. A gente está fazendo um trabalho que todo mundo está vendo, que é digno de um título do festival. Então vamos esperar, se Deus quiser, vem para o curral Zeca Xibelão esse título” disse Alexandre.

Apuração

A apuração do festival ocorre nesta segunda-feira (01/07), às 14h, no Bumbódromo. O boi-bumbá vencedor será aquele que acumular o maior número de pontos na soma de todos os blocos durante as três noites de apresentações.

Com informações da assessoria