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O regime sionista de Israel já matou e feriu aproximadamente 175 mil pessoas na Faixa de Gaza nos últimos 20 meses, quando deu início a campanha genocida no território palestino em outubro de 2023. De acordo com números atualizados, nesta segunda-feira (19/05), pelas autoridades palestinas de Saúde, o número de mortos na Faixa de Gaza subiu para 53.475, e o de feridos, para 121.398, como resultado da guerra de extermínio que a ocupação israelense trava contra a população desse território palestino.
Conforme o boletim do Ministério da Saúde local, desde a retomada dos bombardeios israelenses em 18 de março deste ano, após o término de um frágil cessar-fogo, as agressões de Israel resultaram na morte de 3.340 pessoas e em 9.357 feridos. Desse total, 136 pessoas foram assassinadas e 364 feridas nas últimas 24 horas.
O número elevado de baixas palestinas revela o uso indiscriminado e excessivo de força militar por parte de Israel contra a população civil da Faixa de Gaza. Os ataques israelenses não tem poupado locais que são protegidos pelas leis internacionais, como hospitais, escolas e abrigos de refugiados
Segundo as autoridades da Faixa de Gaza, a ocupação israelense está deliberadamente atacando e bombardeando hospitais e armazéns de remédios, além de destruir instalações médicas com o objetivo de colocá-los fora de serviço.
Além dos bombardeios, Israel tem feito um bloqueio total contra o território palestino impedindo a entrada de alimentos, comida, medicamentos e outros itens de necessidade básica. O uso da fome e da sede como arma de guerra é proibido pela leis internacionais e considerado crime.
O impedimento da entrada de ajuda humanitária tem causado a morte de várias crianças palestinas por desnutrição, muitas delas ficando apenas “em pele e osso”, repetindo as imagens dos judeus nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Netanyahu promete controlar toda a Faixa de Gaza
O aumento no número de mortos e feridos do lado palestino coincide com o anúncio feito, nesta segunda-feira (19/05), pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu – contra o qual tem uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crime de guerra –, de que o regime sionista vai ocupar e controlar toda a Faixa de Gaza.
“Nós vamos tomar o controle de todo o território da Faixa de Gaza. É isso o que vamos fazer. Nós não vamos desistir. Mas para fazer isso, nós temos que continuar de uma maneira que ninguém vai nos parar”, disse Netanyahu em um vídeo divulgado hoje.
As declarações de Netanyahu são uma resposta à pressão internacional para que Israel firme um acordo e cesse a guerra na Faixa de Gaza, que resultaria na troca de prisioneiros israelenses e palestinos.