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Entre as principais medidas está a criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar as ações dos militares com os órgãos envolvidos na ações que visam coibir as queimadas na região

O Governo Federal anunciou, neste domingo (18/10), em Manaus, a ampliação do combate aos incêndios florestais no Amazonas, com a chegada de reforços das Forças Armadas, novos equipamentos, aviões, navios e o aumento do número de brigadistas, além da disponibilização de mais recursos. Entre as principais medidas está a criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar as ações dos militares com os órgãos envolvidos na ações que visam coibir as queimadas na região, responsáveis pela forte fumaça que afeta, principalmente, a capital amazonense.
Segundo o Governo Federal, com os novos reforços quase 600 pessoas, incluindo militares e brigadistas, estarão envolvidos diretamente no combate aos incêndios florestais no Amazonas.
Veja quais foram as principais medidas anunciadas:
“Talvez a mais importante notícia seja a participação efetiva das Forças Armadas. As três forças, Marinha, Exército e Aeronáutica, estarão presentes aqui e participarão com equipamento, com efetivo”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ao ressaltar que a resposta para o problema subirá para “outro patamar”
Os novos reforços foram anunciados logo após uma reunião realizada na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na zona Sul da cidade, entre representantes de órgãos federais e do Governo do Estado do Amazonas para alinhar medidas operacionais e de apoio logístico para o combate aos focos de incêndio florestal e o enfrentamento dos impactos da estiagem na região.
O encontro contou com a presença de quatro ministros do Governo Federal: João Paulo Capobianco (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Wellington Silva (Justiça e Segurança Pública), José Múcio (Defesa) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional). Além deles, a reunião contará com a presença do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt; e representantes de outros ministérios, além de autoridades locais, como o governador Roberto Cidade e o vice-governador Serafim Corrêa.
De todas as novas medidas anunciadas, a mais importante foi a criação de um Estado-Maior Conjunto, que vai coordenar as ações com os demais órgãos envolvidos no combate aos incêndios florestais no Amazonas. A iniciativa foi determinada pelo ministro da Defesa, José Múcio.
A estrutura deve integrar o planejamento das operações e reduzir a burocracia para a tomada de decisões, segundo informou o Governo Federal.
“Coisa mais importante que nós fizemos hoje foi a criação de Estado-Maior Conjunto para operar aqui em Manaus. Isso vai facilitar as nossas operações dando maior dinamismo para as nossas operações e tudo vai ser resolvido aqui, de forma direta”, disse.
Segundo o Governo Federal, a logística contempla a definição do emprego de aeronaves das Forças Armadas para transporte de tropas, monitoramento técnico e atuação em focos de difícil acesso terrestre. Paralelamente, foram acordadas ações da Defesa Civil Federal para assistência humanitária às comunidades atingidas no interior do Estado. No âmbito da fiscalização, foram alinhadas operações integradas para coibir queimadas não autorizadas e desmatamentos ilegais.
As medidas visam à integração de salas de situação e ao envio de equipamentos de proteção individual, bombas portáteis e suprimentos às bases operacionais no Amazonas.