Grupo Jurubebas estreia espetáculo em Manaus e no Rio de Janeiro

A peça tem classificação indicativa livre e realizará sua estreia em Manaus no dia 7 de abril

As comunidades ribeirinhas da Amazônia guardam uma série de causos e contos que são comuns a quem vive na margem esquerda do rio Tarumã-Açu. A partir de uma série de entrevistas realizadas entre janeiro e março de 2022, o Grupo Jurubebas de Teatro foi abraçado pela comunidade de Julião, possibilitando uma vivência artística atravessada pelo imaginário popular e pelas narrativas que compõem a dinâmica social presente nessa localidade.

“Tucumã & Buriti – As brocadas do Tarumã-Açu” é o novo espetáculo do grupo, que proporciona o compartilhamento das histórias da comunidade, seus sonhos e sua esperança. O espetáculo traz a diversidade como ponto fundamental para a construção dessa trajetória utilizando acrobacias, contação de histórias e a narrativa do povo amazônida,

E, nesta temporada, a obra será apresentada em solo amazonense – e fora dele. A peça tem classificação indicativa livre e realizará sua estreia em Manaus no dia 7 de abril, às 19h com entrada gratuita no Buia Teatro (Rua Dona Libânia, 300, Centro); e no Instituto Cultural Cerne, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, dia 3 e 4 de maio.

Escrita pelo dramaturgo sergipano Euler Lopes, doutorando em Estudos Literários pela Universidade Federal de Sergipe onde pesquisa na área de dramaturgia latino-americana, a obra conta em tons míticos a história de duas personagens que representam pensamentos distintos, mas que dividem parte do mesmo corpo.

“Visitamos a comunidade de Julião por alguns dias e documentamos as lendas e o imaginário dos moradores e, assim, o texto foi se desenvolvendo a partir de uma narrativa de dualidade poética”, afirma Euler.

A direção e visualidade são assinadas por Felipe Maya Jatobá e é estrelada por Nicka, que interpreta Tucumã, e Robert Moura, que interpreta Buriti. Repleto de acrobacias e ludicidade, o espetáculo aborda o simbolismo de dois corpos que tem desejos diferentes.

“Tucumã quer ficar, Buriti quer sair. Pegamos a metáfora das irmãs siamesas para provocar a plateia quanto as escolhas que fazemos na vida. Quantas vezes tínhamos apenas duas opções e tivemos que escolher uma? É assim que a gente conta a história dos irmãos”, assina o diretor.

A diversidade é o ponto principal deste trabalho, que possui consultoria indígena da liderança feminina do povo Kokama na Amazônia, Maurille Gomes; e sonoplastia assinada também pelo artista indígena Leandro Paz. As formas animadas são criação do artista parintinense Aldair Farias e prometem encantar os olhos da criançada que vai ao encontro das personagens dessa história.

Com informações da assessoria