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Um dia após o ministro da Defesa, Israel Katz, dizer que Israel derrotou o Hezbollah, o grupo libanês respondeu, nesta segunda-feira (11/11), ao lançar o mais pesado ataque desde o início dos atuais combates com o disparo de quase 100 mísseis contra a região de Al-Krayot e Haifa.
A mídia israelense descreveu a contra-resposta libanesa como “loucura na Baía de Haifa”. Os locais de onde o Hezbollah disparou os mísseis eram áreas fronteiriças, ou seja, regiões que o exército israelense havia dito que entrou nelas e destruiu a capacidade do Hezbollah de lançar foguetes. Ainda segundo a mídia, foram lançados mais de 100 foguetes em direção ao norte de Israel em apenas 5 minutos.
“O número de foguetes disparados contra Haifa foi um dos maiores desde que o Hezbollah começou a atacar as cidades do norte em 8 de outubro de 2023”, declarou a prefeita de Haifa, Yona Yahav a uma emissora de TV local.
No último dia 6 de novembro, o Hezbollah anunciou que começou a utilizar mísseis balísticos terra-terra do tipo Fateh 110, de fabricação iraniana, com alcance de 300 km, segundo os especialistas.
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Ministro busca aparentar “vitória”
Além de declarar que havia derrotado o Hezbollah, Israel Katz disse que o assassinato do líder do grupo, Sayed Hassan Nasrallah, foi “a maior conquista”. A declaração dele foi bastante criticado e vista como uma tentativa de aparentar uma vitória que ainda não alcançou.
“Agora é nosso trabalho continuar a pressionar para que os frutos dessa vitória se concretizem”, afirmou Katz durante uma cerimônia no Ministério das Relações Exteriores de Israel.
O Hezbollah alegou não ter recebido nenhuma proposta de trégua para o Líbano, informou um porta-voz do partido libanês, nesta segunda-feira (11/11), quando o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse que os esforços diplomáticos haviam progredido em meio a relatos da mídia israelense de que o gabinete havia aprovado uma proposta de cessar-fogo.
O diretor de comunicação do Hezbollah, Mohammad Afif, disse que o exército israelense não ocupa nenhuma localidade no sul do Líbano, onde iniciou uma ofensiva terrestre no início do último mês de outubro. “Após 45 dias de batalhas sangrentas, o inimigo israelense ainda não conseguiu ocupar um único vilarejo no sul do Líbano”, afirmou o dirigente em uma entrevista coletiva no subúrbio sul de Beirute, área atingida pela aviação israelense.
Número de civis mortos no Líbano é alto
Israel já assassinou mais de 3,2 mil pessoas no Líbano em mais de um ano de conflito, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde libanês.
Devido a censura militar, Israel não divulga o número exato de baixas entre os israelenses. Porém, dados extraoficiais afirmam que o Hezbollah já matou e feriu mais de 1,2 mil soldados israelenses, a maioria após o início da invasão terrestre de Israel no território libanês.