Israel aprova acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza; trégua começa no domingo (19/01)

Reféns palestinos sequestrados após 7 de outubro de 2023 serão libertados (Foto: Divulgação)

​​Entrará em vigor neste domingo (19/01) o plano de cessar-fogo na Faixa de Gaza, após 15 meses de uma guerra que se transformou em um genocídio contra o povo da Palestina. O acordo foi anunciado no último dia 15 de janeiro pelo Catar, e foi aprovado tanto pelo Hamas quanto por Israel. Previsto para ser realizado em três fases, o pacto, em sua primeira etapa, prevê a libertação de 1 mil reféns palestinos, incluindo mulheres e crianças, em troca de 33 cativos israelenses.

A aprovação do governo israelense ocorreu somente na noite da sexta-feira (17/01). Segundo a mídia local, 24 ministros aprovaram a medida, enquanto oito votaram contra.

Segundo fontes próximas ao Hamas, o primeiro grupo de prisioneiros israelenses é composto por três mulheres. Por sua vez, o governo de Israel já publicou uma lista com os 95 detidos palestinos que serão libertados por conta do acordo, incluindo 70 mulheres, uma delas menor de idade, e 25 homens, entre os quais nove são menores de 18 anos. O mais jovem tem 16 anos.

As autoridades israelenses tomaram medidas para “prevenir qualquer manifestação pública de alegria” durante a libertação dos prisioneiros palestinos, caso o acordo seja concretizado.

Acordo de três fases

O acordo anunciado pelo Catar e Estados Unidos após 15 meses de genocídio na Faixa de Gaza prevê, em uma primeira fase de seis semanas, liberar 33 cativos israelenses em troca de 1 mil reféns palestinos que estão nos cárceres de Israel, sofrendo abusos e torturas, inclusive estupros.

Como parte do acordo, as tropas israelenses se retirarão das áreas densamente povoadas no enclave palestino. A segunda fase, ainda em negociação, verá a libertação dos prisioneiros israelenses restantes, homens e soldados, e a retirada das tropas israelenses do território palestino.

A terceira e última fase terá como foco a reconstrução da Faixa de Gaza e o retorno dos corpos dos capturados israelenses que morreram no cativeiro.

Genocídio em Gaza

O genocídio na Faixa de Gaza matou mais de 48 mil pessoas em apenas 15 meses de agressões militares israelense. Esse número, porém, deverá ser maior uma vez que muitos palestinos ainda não foram retirados dos escombros por terem sido impedidos pelos terroristas israelenses.

O número oficial final de israelenses mortos ainda não foi divulgado pelo governo de Israel. Porém, o regime sionista comandado por Benjamin Netanyahu afirma que 1,2 mil israelenses morreram no dia 7 de outubro de 2023, incluindo aqueles assassinados pelo “Protocolo Hannibal”, quando o exército israelense mata intencionalmente os próprios cidadãos para evitar que se tornem prisioneiros.

Com informações das agências internacionais de notícias

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