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Ao menos seis pessoas foram assassinadas em localidades diferentes da Faixa de Gaza, neste domingo (02/03), em decorrência de ataques perpetrados por Israel. Além do assassinato de civis, o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou o bloqueio da entrada de ajuda humanitária no território palestino, que sofre uma campanha de genocídio diante do silêncio mundial.
De acordo com analistas internacionais, as novas agressões israelenses visam forçar os palestinos a mudar as regras do cessar-fogo – a primeira fase do acordo terminou no sábado (1º) -, que encerrou 15 meses de intensos e pesados bombardeios contra a população da Faixa de Gaza.
Segundo as autoridades palestinas, duas pessoas foram mortas em consequência de um ataque de drone israelense ao leste da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, neste domingo (02/03). Os corpos de outras quatro pessoas foram recuperados pelas equipes de defesa civil dos escombros de uma casa bombardeada por Israel no bairro de Al-Zeitoun, a sudeste da Cidade de Gaza.
Com as novas baixas, o número de mártires palestinos aumentou para mais de 116, e o número de feridos para mais de 490, desde que o cessar-fogo foi declarado na Faixa de Gaza em 19 de janeiro deste ano.
Bloqueio da ajuda humanitária
Israel interrompeu, neste domingo (02/03), a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. o regime israelense afirma porque o Hamas não teria aceitado um plano apresentado pelo enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, que propõe a libertação de todos os prisioneiros israelenses capturados no dia 7 de outubro de 2023 sem que as tropas israelenses deixem o território palestino.
Além do bloqueio da ajuda humanitária, Israel descumpriu o acordo e não se retirou do Corredor Filadélfia, uma extensão de terra de 14 quilômetros que separa a Faixa de Gaza do Egito, pode onde passa a maior parte da ajuda humanitária que entra no território ocupado. Desde o início do cessar-fogo, quase 600 caminhões entravam na região todos os dias com mantimentos como comida, água potável, medicamentos e combustível.
Segundo o acordo, que entrou em vigor em 19 de janeiro, na segunda fase do plano de cessar-fogo, o Hamas deveria libertar os 59 reféns ainda em cativeiro (acredita-se que a maioria já morreu) e Israel deveria retirar as tropas do território palestino. O que Netanyahu tenta agora é uma manobra para não cumprir a segunda fase do acordo.
Resposta do Hamas
Em resposta, o Hamas divulgou um comunicado no qual classifica a decisão do governo israelense como “chantagem barata, crime de guerra e um golpe flagrante contra o acordo [de cessar-fogo]”.
Já a extrema-direita israelense subiu o tom e explicitou mais uma vez a vontade de acabar com o acordo de cessar-fogo. Em postagem no X, o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que a decisão de interromper a ajuda humanitária a Gaza é “um importante passo na direção certa”.
Fazendo referência a uma fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou “abrir os portões do inferno” em Gaza caso os prisioneiros israelenses não fossem libertados, Smotrich escreveu: “Agora precisamos abrir esses portões o mais rápido e letalmente possível contra nosso inimigo cruel, até a vitória absoluta”. Até agora, nem Israel nem o Hamas anunciaram oficialmente o fim do cessar-fogo.
Com informações das agências internacionais de notícias