Israel causa terror ao atacar civis em Beirute e no sul do Líbano; Agressões deixam 25 mortos e feridos

Prédio civil ficou destruído após ser atacado pelos terroristas israelenses em Beirute (Foto: Divulgação)

Pelo menos cinco pessoas foram martirizadas e outras 20 ficaram feridas – sendo 14 mulheres e crianças -, em diversas agressões realizadas por Israel, nesta sexta-feira (28/03), contra alvos civis em Beirute e em várias cidades do sul do Líbano. Foi a primeira vez que a capital libanesa foi atacada desde que o acordo de cessar-fogo que parou a guerra no ano passado entrou em vigor no dia 27 de novembro de 2024. Os dados são das autoridades de Saúde do Líbano.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, duas pessoas foram mortas em um ataque aéreo israelense na cidade de Yohmor al-Shaqif, no sul do Líbano. Outros três civis foram assassinados em um bombardeio de Israel na cidade de Kafr Tibnit, também no sul do país. Essa agressão deixou ainda 18 feridos, incluindo seis crianças e oito mulheres. Além delas, duas pessoas também ficaram feridas em ataques israelenses em Beit Yahoun e Hadatha. Israel atacou, também, as Colinas de al-Rayhan, na cidade de Melita na região de Iqlim al-Tuffah.

Em Beirute, os agressores israelenses lançaram um ataque aéreo contra um edifício na área de Jamous, nos subúrbios ao sul da capital, levando à destruição do prédio e de outras construções na região, incluindo uma escola de ensino infantil. Os ataques causaram terror e confusão entre os moradores como resultado das evacuações que ocorreram, em meio a congestionamentos intensos e deslocamentos após a ameaça israelense de bombardear o prédio.

Veja a lista de áreas atacadas por Israel em Beirute e no sul do Líbano:

✔️ Bombardeios com caças de guerra:

  • Subúrbio Sul de Beirute;
  • Kafr Tibnit;
  • Yahmar al-Shaqif;
  • Hadatha;
  • Sajd;
  • Al-Rayhan;
  • Kfarhouna;
  • Al-Jabour;
  • Melita.

✔️ Ataques de drones e helicópteros:

  • Yohmor al-Shaqif;
  • Houla

✔️ Artilharia e bombardeio de fósforo

  • Al-Khiam;
  • Kfar Kila;
  • Taybeh;
  • Mays al-Jabal;
  • Cidade de Shebaa.

Ataque contra Beirute

O bombardeio em Beirute foi o primeiro ataque de Israel contra a capital libanesa desde que um cessar-fogo foi acordado em novembro do ano passado para encerrar a guerra Israel-Hezbollah. A agressão ocorreu em um bairro densamente povoado que abriga várias escolas, informou a agência de notícias oficial libanesa NNA.

“Decidi levar meus filhos à escola apesar da situação, mas a direção me disse que havia fechado após ameaças israelenses e que eu tinha que levá-los para casa”, disse Ali Qasem, pai de quatro filhos, à NNA.

Foguetes

Israel alega que os ataques foram uma resposta ao lançamento de dois foguetes artesanais vindos do Líbano. O ministro da Defesa israelense, Yisrael Katz, considerou o governo libanês responsável por qualquer ataque lançado a partir do seu território. “Se não houver calma em Kiryat Shmona e na Galileia, não haverá calma em Beirute”, afirmou, acrescentando que “o domínio de Kiryat Shmona é como o domínio de Beirute”.

O Hezbollah emitiu um comunicado negando a autoria dos disparos. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. Porém, a suspeita entre os libaneses é de que agentes a serviço de Israel teriam lançado os foguetes para que eles fossem usados como justificativa pelos israelenses para atacar o Líbano, num momento que o regime israelense tenta impor suas condições sobre os libaneses.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pediu ao exército que identifique e prenda rapidamente aqueles que lançaram foguetes contra Israel. “Estes incidentes surgem no contexto da fabricação de pretextos suspeitos para a continuação da agressão israelita contra o Líbano”, acrescentou uma fonte próxima ao Hezbollah.

Israel viola acordo de cessar-fogo

Israel já matou vários civis libaneses desde o início do cessar-fogo (Foto: Divulgação)

Desde sua implantação, Israel tem violado sistematicamente o cessar-fogo. Apesar do acordo, as autoridades libanesas afirmam que registaram 1.263 violações israelenses no Líbano, que mataram pelo menos 100 pessoas e feriram 331 outras, segundo as estatísticas oficiais, sublinhando a tensão contínua na região apesar da trégua. Por sua vez, o Hezbollah não violou nenhuma vez o acordo.

A retirada de Israel do Líbano, que deveria ter ocorrido até o último dia 18 de fevereiro, de acordo com os acordos alcançados, porém, a saída foi parcialmente implementada, com os agressores israelenses mantendo sua ocupação ilegal em cinco localidades libanesas.

Com informações das agências internacionais de notícias

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