Israel e Hamas concluem libertação de quase 2 mil palestinos em troca de 20 israelenses

Reféns palestinos são recebidos por multidão em Ramallah e na Faixa de Gaza (Foto: Divulgação)

Aproximadamente 2 mil palestinos, inclusive crianças e autistas, foram libertados dos cárceres de Israel, nesta segunda-feira (13/10), em troca dos últimos 20 israelenses mantidos cativos na Faixa de Gaza. A troca ocorre como parte da primeira fase do acordo de cessar-fogo que foi assinado entre o Movimento de Resistência Islâmica – Hamas e o governo de Israel para colocar um fim ao genocídio em curso contra o povo palestino.

De acordo com o Escritório de Informações dos Prisioneiros Palestinos, Israel libertou 1.718 detidos da Faixa de Gaza, além de 250 pessoas que cumprem penas de prisão perpétua e longas penas. Também estava prevista a libertação de 22 menores palestinos, além dos corpos de 360 militantes em troca dos cadáveres dos israelenses mortos em Gaza.

Segundo o Hamas, 154 prisioneiros foram deportados para o Egito. De acordo com a agência de notícias Reuters, os libertados não incluem comandantes graduados do Hamas ou algumas das figuras mais proeminentes de outras facções – situação que acabou resultando em críticas de parentes de alguns desses detidos. 

Em nota, o Hamas afirmou ainda que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu exército “não conseguiram libertar seus prisioneiros à força e foram forçados a se submeter aos termos da resistência, que confirmavam que o retorno de seus soldados capturados só poderia ser alcançado por meio de um acordo de troca e do fim da guerra genocida”.

O governo de Netanyahu, por sua vez, classificou a troca de prisioneiros como um dia “histórico”.

Recepção

Multidões de pessoas receberam os prisioneiros libertados em Ramallah, na Cisjordânia, e, também, em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, sob a supervisão de membros da resistência palestina, onde foram carregados nos ombros para celebrar sua libertação.

O Escritório de Informações aos Prisioneiros pediu a todos os palestinos que recebam os prisioneiros “com uma recepção de heróis, condizente com seus sacrifícios e anos de cativeiro”. Segundo a entidade, o acordo é “um marco fundamental no processo de libertação de prisioneiros e um incentivo para continuar a luta até que as algemas sejam quebradas do último prisioneiro”.

O gabinete enfatizou ainda que a libertação deles “é fruto de uma epopeia heroica, de uma longa luta e dos sacrifícios feitos pelo povo palestino no altar da liberdade e da dignidade, em lealdade aos prisioneiros e à Mesquita de Isra’a (Jerusalém)”.

Autista

Entre os palestinos libertados hoje pelo regime genocida de Israel está um jovem autista palestino, que era mantido como refém pelos terroristas israelenses em seus cárceres há vários meses após tê-lo sequestrado na Faixa de Gaza.

Omar Yahia Al-Qarinawi, 18 anos, foi solto no âmbito do acordo que libertou quase 2 mil palestinos, incluindo mulheres e crianças, em troca dos últimos 20 cativos israelenses (muitos deles militares que participavam ativamente das agressões contra a Faixa de Gaza).


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