Israel já matou 168 socorristas no Líbano e ministro aponta para a existência de ‘crime de guerra’

Socorristas libaneses se tornaram alvo do terrorismo israelense (Foto: Divulgação)

O governo de Israel, sob o comando de Benjamin Netanyahu, tem cometido sucessivos crimes de guerra no Líbano e os profissionais da área de saúde têm sido um dos alvos principais do terrorismo israelense. De acordo com dados atualizados que foram divulgados, nesta segunda-feira (28/10), pelo Ministério da Saúde libanês, os ataques israelenses já mataram 168 socorristas e deixaram outros 275 feridos desde o início das agressões contra o país árabe.

Segundo o órgão governamental, esses bombardeios atingiram ainda 55 hospitais, sendo que 36 deles foram “alvos diretos”, resultando no “encerramento forçado de oito” centros hospitalares.

O ministro da Saúde, Firass Abiad, afirmou que os ataques israelenses contra hospitais e socorristas libaneses foram “diretos e intencionais” e classificou essas agressões como “crime de guerra”. Segundo ele, há socorristas que ainda estão enterrados sob os escombros de locais atacados por Israel. “O inimigo israelense recusou-se a permitir que recuperássemos os corpos durante duas semanas”, disse Abiad.

De acordo com dados do Ministério da Saúde do Líbano, Israel também já visou 158 ambulâncias, 57 caminhões de bombeiros e 15 veículos de resgate.

Violação das leis internacionais

Por sua vez, o exército israelense alega sem apresentar prova nenhuma de que os socorristas transportam combatentes e armas nas suas ambulâncias, acusação infundada que é negada pelo Hezbollah. Segundo analistas internacionais, essas acusações sem provas são uma forma de Israel burlar as leis internacionais que proíbem ataques contra alvos da área da saúde, como médicos, socorristas, hospitais e ambulâncias.

add_action('wp_footer', function() { ?>