Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Israel assassinou uma média de 14 crianças por dia desde o 2 de março deste ano

As crianças são as maiores vítimas da violência, do deslocamento em massa e da exposição a eventos traumáticos causados pelo terrorismo de Israel no Líbano.
Somente nos últimos sete dias, apesar do cessar-fogo acordado em 17 de abril de 2026, pelo menos 65 crianças foram mortas ou feridas nas agressões israelenses, de acordo com dados divulgados, na quarta-feira (13/05), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública do governo libanês.
Além delas, o regime genocida israelense assassinou outras seis crianças libanesas na noite da quarta-feira (13/05) em agressões distribuídas da seguinte forma como o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública do Líbano:
No total, pelo menos 29 crianças foram mortas e 93 ficaram feridas desde o cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde Pública, elevando o total para mais de 206 crianças mortas e 806 feridas desde 2 de março deste ano, o equivalente a quase 14 crianças mortas ou feridas por dia no Líbano em função do terrorismo judaico-sionista de Israel.
“Crianças estão sendo mortas e feridas quando deveriam estar voltando para as salas de aula, brincando com os amigos e se recuperando de meses de medo e transtornos”, disse o Diretor Regional do Unicef para o Oriente Médio e Norte da África, Edouard Beigbeder.
“Há quase um mês, um acordo foi firmado para silenciar as armas e cessar a violência. A realidade, porém, está se mostrando bem diferente. Os ataques contínuos estão matando e ferindo crianças, aprofundando seu trauma e deixando consequências devastadoras que podem durar a vida toda”, disse Beigbeder.
Além do impacto imediato das bombas e dos ataques aéreos, estima-se que 770 mil crianças estejam sofrendo com o aumento do sofrimento devido à exposição repetida à violência, à perda e ao deslocamento.
Crianças e cuidadores relatam sintomas ligados ao estresse pós-traumático e ao luto, incluindo medo e preocupação extremos, pesadelos, insônia e sentimentos de desesperança. Sem apoio psicossocial e de saúde mental em ambientes seguros, essas crianças correm sério risco de desenvolver problemas de saúde mental crônicos ou permanentes.
As evidências da Avaliação Rápida Centrada na Criança (CfRA) de 2025 do UNICEF já apontavam para uma deterioração acentuada na saúde mental infantil após a escalada militar de 2024, com 72% dos cuidadores relatando que seus filhos estavam ansiosos ou nervosos e 62% deprimidos ou tristes.
A violência e a instabilidade contínuas agravaram esses impactos, deixando as crianças sem o tempo, a segurança ou o apoio necessários para se recuperarem.“O impacto da exposição repetida a conflitos na saúde mental das crianças pode ser profundo e duradouro”, disse Beigbeder.
“As crianças no Líbano sofreram ondas de violência, deslocamento e incerteza, muitas vezes com pouco ou nenhum tempo para se recuperarem. Sem apoio urgente, as cicatrizes psicológicas dessa crise agravada podem permanecer com elas por anos, afetando não apenas seu bem-estar, mas também seu futuro e o futuro do país”, completou Beigbeder.
O investimento urgente em serviços de saúde mental e apoio psicossocial é fundamental para ajudar as crianças a se recuperarem do impacto psicológico do conflito e prevenir danos a longo prazo.
O Unicef diz que ampliou os serviços de saúde mental e apoio psicossocial em todo o Líbano, inclusive por meio de espaços seguros e programas comunitários. No entanto, as necessidades continuam a superar em muito os recursos disponíveis. O organismo da ONU apelou para que as crianças sejam protegidas no Líbano, e que todos respeitem o direito internacional humanitário e tomem todas as medidas necessárias para garantir a manutenção do cessar-fogo.