Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br

O regime terrorista de Israel deflagrou, neste sábado (22/03), uma nova onda de agressões aéreas contra o Líbano, causando, até o momento, o martírio de sete pessoas e deixou 40 feridos em várias cidades libanesas, incluindo mulheres e crianças. Os dados são do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública, afiliado ao Ministério da Saúde Pública libanês.
Em uma declaração emitida na noite deste sábado (no horário local), as autoridades libanesas informaram que “uma série de ataques lançados pelo inimigo israelense em diversas regiões libanesas resultou na morte de sete mártires e no ferimento de outros quarenta”. Mais de 70 agressões foram registradas no sul do Líbano e na região do Vale do Bekaa, ao leste do país, em uma flagrante violação do acordo de cessar-fogo e da soberania libanesa.
Os ataques foram realizados nas seguintes cidades: Tiro, Toulin, Al-Qilailah, Zebqin, Shaitiya, Halousiya, Deir Qanoun Al-Nahr, Serifa, Qusayr, Alman, Forun, Ghandouriyah, Kfar Kila, Deir al-Zahrani, Houmin al-Fouqa e Rumin, todas no sul do Líbano, além de Hosh Al-Sayed Ali e Sarein, ambas no Leste.
O número de mártires e feridos no Líbano está distribuído da seguinte forma:
Na cidade histórica de Tiro, o alvo foi um prédio no bairro de Athar, matando uma pessoa e ferindo sete. Uma pessoa foi morta e outras cinco ficaram feridas em um ataque aéreo israelense na cidade de Al-Qilailah. A ocupação israelense também lançou uma série de ataques visando as colinas de Iqlim al-Tuffah e a área entre as cidades de Deir al-Zahrani, Houmin al-Fouqa e Rumin.
No leste do Líbano, ataques israelenses ocorreram nas proximidades da cidade de Nabi Sheet, no Vale do Bekaa, na planície de Nabi Sheet-Sari’in, nos arredores da cidade de Al-Qasr e na cidade de Hosh Al-Sayed Ali, na fronteira com a Síria, onde grupos terroristas sírios tentam invadir o território libanês.
O ataque rompeu a trégua estabelecida em novembro do ano passado, quando o governo israelense e o grupo Hezbollah concordaram com um cessar-fogo, após um conflito que deixou milhares de mortos e forçou parte da população libanesa a deixar o sul do país. Ao longo desse período, Israel violou diversas vezes o acordo, incluindo com o assassinato de civis libaneses, enquanto que o Hezbollah não violou nenhuma vez o cessar-fogo.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o governo do Líbano vai ser responsabilizado por qualquer ataque lançado de seu território e que o exército do país vai responder firmemente.
Pressão política
Os ataques israelenses começaram na manhã deste sábado (22/03) e se estenderam pela noite de hoje, no horário local, sob o pretexto que seriam uma resposta ao lançamento de foguetes artesanais lançados do território libanês. O Hezbollah emitiu uma nota oficial negando a autoria dos disparos. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do lançamentos dos foguetes, que foram abatidos.
No Líbano, várias fontes levantaram a suspeita que o lançamento de foguetes foi realizado por agentes estrangeiros, no caso sírios a serviço dos israelenses, para dar um pretexto para Israel executar uma ampla agressões contra o território libanês a fim de pressionar as autoridades libanesas a aceitar as condições de submissão impostas pelo regime israelenses com o apoio dos Estados Unidos.

Em declaração ao canal Al Mayadeen, o deputado Hassan Ezzedine, membro do bloco “Lealdade à Resistência”, confirmou que “o inimigo não precisa de desculpas e não se importa com o acordo assinado pelo governo libanês”. Ele enfatizou que “a harmonia completa entre Washington e Israel dá ao inimigo mais liberdade para alcançar o que ele não conseguiu alcançar no terreno”.
“A resistência e seu povo deram ao governo a oportunidade de exercer seu papel por meio da diplomacia, mas parece que o inimigo não está prestando atenção em nada disso”. Ele explicou que “o objetivo israelense é pressionar o governo libanês a se submeter às condições impostas pela ocupação”, disse o deputado libanês.