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Regime genocida de Israel cometeu massacres em Beirute, Monte Líbano, Sidon e em cidades do sul e do leste do país

O povo libanês viveu um verdadeiro dia de terror, nesta quarta-feira (08/04), após o regime genocida de Israel rejeitar o cessar-fogo que visa encerrar a guerra na região e promover um banho de sangue que deixou mais de 1,4 mil mortos e feridos em todo o Líbano, incluindo na capital Beirute. Conforme dados das autoridades libanesas de saúde, os massacres israelenses cometidos a partir da tarde de hoje, até o momento, deixaram 254 mártires e quase 1,2 mil feridos, incluindo dezenas de mulheres e crianças, em todo o território libanês.
Desse total, 112 pessoas foram martirizadas e 837 ficaram feridas somente em Beirute, segundo dados do balanço atualizado do Centro de Operações de Emergência em Saúde do Ministério da Saúde Pública do Líbano.
A série de ataques aéreos dos agressores israelenses atingiu diversas áreas do Líbano, com carnificinas sendo registradas em áreas centrais densamente povoadas de Beirute e seus arredores, assim como no Monte Líbano (Centro), Vale do Bekaa (Leste) e em várias partes do sul do país, incluindo Nabatieh, Sidon e Tiro.
Israel afirma que realizou mais de 150 ataques com 200 aviões de guerra, sendo que 100 agressões foram realizadas somente nos dez primeiros minutos dos bombardeios.
Segundo o governo libanês, no Vale do Bekaa, os ataques aéreos atingiram Dours, Shamshtar, Hermel, Karak, Sahl Tariya, Hawsh al-Rafqa e a região de Hermel, resultando em 20 civis mortos e 36 feridos. Somente na agressão israelense contra a cidade de Shamshtar, no leste do Líbano, foram 11 mortos e 20 feridos.
O ataque ao bairro de Al-Rawda, próximo à planície de Tariya, resultou em 3 mortos; e o ataque a um prédio na cidade de Dours resultou em 6 mortos e 16 feridos.
No sul do país, a ocupação israelense lançou ataques aéreos contra as cidades de Tiro, Sarafand, Ansar, Sharqiya, Zifta, Houmin al-Tahta, Jouaya, Bisariyeh, Deir al-Zahrani, Deir Qanoun al-Nahr e Adloun. Três meninas foram mortas em um ataque aéreo israelense contra uma casa na cidade de Adloun, no sul do país.
A ocupação israelense também realizou extensos ataques aéreos na região de Nabatieh, incluindo Kfarsir, Kfour, Harouf, Jbaa, Ain Qana, Zibdine, Sharqiya, Doueir, Kfarjouz, Kfar Remman, Jebchit, Haboush, Qasiba e Sir al-Gharbiya. Nesta região, os massacres israelenses deixaram 19 mártires e 71 feridos. As vítimas foram distribuídas para os seguintes hospitais:
Um ataque aéreo matou ao menos seis civis e feriu dezenas de outros após aviões de guerra israelenses alvejarem um prédio na cidade de Sidon, no sul do Líbano.

Em Beirute, uma série de ataques aéreos atingiu os subúrbios do sul de Beirute, incluindo Laylaki, Jnah, Bir Hassan, Rahab e Hay al-Salloum, em múltiplos ataques. Ataques aéreos israelenses atingiram também o centro de Beirute.
Os ataques aéreos se estenderam ainda a vários bairros da zona administrativa de Beirute, onde a ocupação israelense lançou ataques dispersos contra as áreas de Cola, Barbir, Al-Manara, Ain Mreisseh, Corniche Mazraa, Musaitbeh, Basta, Choueifat e Ain Tineh, além de alvejar apartamentos residenciais em algumas dessas áreas.
O regime terrorista de Israel derrubou ainda um prédio inteiro cheio de civis no bairro de Tallet El Khayat, na área administrativa de Beirute, capital do Líbano. O massacre cometido pelos terroristas judeus deixou vários mortos e feridos. O balanço final ainda não foi divulgado.
No Monte Líbano, o inimigo israelense realizou uma série de ataques contra áreas em Aramoun, Kfoun e Bshamoun. Por conta dos massacres, os hospitais libaneses fizeram um apelo urgente por doações de sangue devido ao grande número de vítimas civis.
Os massacres israelenses cometidos no território libanês ocorreram depois que o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou, nesta quarta-feira (08/04),que Irã e Estados Unidos haviam concordado com um cessar-fogo imediato abrangendo o Líbano e todas as outras regiões.
No entanto, a ocupação israelense violou o acordo de cessar-fogo no Líbano, intensificando os massacres em várias regiões libanesas.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA, afirmou que a violação do acordo compromete o processo de paz.
“Eu apelo sinceramente e com toda a seriedade a todas as partes para que exerçam moderação e respeitem o cessar-fogo por duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo a uma solução pacífica para o conflito”, afirmou em mensagem nas redes sociais.
Até ontem, o Ministério da Saúde do Líbano calculava que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil. Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período.
Com informações das agências internacionais de notícias e da Agência Brasil