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O regime sionista de Israel teve o apoio de 4,7 mil bases militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante os 12 dias de agressões contra o Irã em junho deste ano. A informação foi divulgada pelo porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Brigadeiro-General Ali Mohammad Naeini.
Em declarações feitas na quarta-feira (26/11), Naeini enfatizou que os mísseis iranianos, apesar disso, “penetraram as diversas camadas das defesas aéreas inimigas e atingiram com precisão seus alvos” nos territórios ocupados durante a operação “Verdadeira Promessa 3”.
Naeini lembrou que o Irã tinha como alvo centros de pesquisa israelenses na ocasião, além de bases de inteligência e a única refinaria de petróleo da ocupação. Ele também observou que o Irã, em conjunto com seus ataques precisos, “conduziu uma grande operação de inteligência dentro do país, que levou ao desmantelamento de todas as redes de segurança israelenses”, explicando que seu país “não foi surpreendido pela guerra e já a esperava”.
O porta-voz da Guarda Revolucionária acrescentou que a ocupação “pensava que o poder de dissuasão do Irã havia diminuído e que poderia dividir o país lançando ataques aéreos devastadores e intensivos”, mas “a operação ‘Verdadeira Promessa’ destruiu essa imagem, demonstrou a verdadeira força do Irã ao mundo e forçou o inimigo a abandonar seus erros de cálculo”.

No dia 23 de junho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo “completo e total” entre Israel e Irã, que entrou em vigor no dia seguinte (24/06). Na época, o Conselho Supremo da Segurança Nacional do Irã emitiu nota celebrando a “vitória” contra Israel dizendo que a resposta do país à agressão de Tel-Aviv forçou o governo de Benjamin Netanyahu a aceitar o cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos.
De acordo com autoridades iranianas, as agressões israelenses mataram em torno de 1,2 mil iranianos – incluindo dezenas de mulheres e crianças -; e deixaram quase 4 mil feridos. Por sua vez, Israel admite 28 mortes e quase 3,2 mil feridos do lado israelense em função da retaliação do Irã.