Jornalista amazonense Wanda Chase morre aos 74 anos em Salvador (BA)

Ela se destacou, também, como ativista do movimento negro no Brasil

Amazonense Wanda Chase construiu uma carreira sólida no jornalismo brasileiro (Foto: Instagram)

A jornalista e apresentadora amazonense, Wanda Chase, morreu, na noite de quarta-feira (02/04), aos 74 anos, durante uma cirurgia de aneurisma da aorta no Hospital Tereza de Lisieux, em Salvador, na Bahia. Nascida no Amazonas, ela construiu uma carreira sólida no jornalismo brasileiro, além de ser um voz atuante como ativista do movimento negro no Brasil.

Ela trabalhou no jornal A Crítica, de Manaus, Rede Manchete, TV Cabo Branco, Rede Globo Nordeste e, por último, a convite, na TV Bahia, onde ficou por 27 anos até se aposentar. Neste período, Wanda atuou como repórter, editora, colunista e apresentadora, além de ter sido militante do movimento negro, lutando por mais visibilidade e inclusão para as comunidades afrodescendentes.

“Mesmo após sua aposentadoria, Wanda continuou ativa, escrevendo sua coluna “Opraí Wanda Chase” no Portal IBahia e trabalhando em projetos como um podcast Bastidores com Wanda Chase e um livro sobre a axé music”, afirma a nota de pesar da família..

O velório dela será na sexta-feira (04/04), a partir das 13h no Cemitério do Campo Santo, sala 03 – no bairro da Federação, em Salvador.

Problema de saúde

Segundo a família, ela anunciou que estava com problemas de saúde há quase um mês, após uma virose. A jornalista foi diagnosticada com uma infecção urinária depois com uma infecção intestinal.

A família informou o falecimento por meio de nota e disse que a jornalista foi uma mulher pioneira e inspiradora na luta pela igualdade racial e pela representatividade na mídia.

“Sua partida deixa um vazio irreparável, mas seu legado de luta, perseverança e paixão pela vida e pela justiça social continuará a inspirar gerações futuras. Para nós, seus familiares, Wanda é referência de alegria, determinação, sensatez, honestidade e competência. Na vida a Wanda amou tudo que fez e nosso amor por ela é para sempre”, diz a nota.

Homenagem

Em nota, a Secretaria de Cultura da Bahia lamentou a morte de Wanda e disse que a jornalista teve a trajetória marcada pela luta em defesa da igualdade racial e da representatividade na mídia. “Sua atuação em importantes veículos de comunicação a consolidou como uma das mais importantes jornalistas da Bahia”. A pasta ainda ressalta que a jornalista seria homenageada com o título de Cidadã Baiana em março, mas devido à hospitalização, não foi possível.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, postou uma foto em homenagem à jornalista. “Sua partida deixa uma lacuna no jornalismo e na luta por igualdade racial e justiça social”, disse.

O músico Carlinhos Brown agradeceu Wanda pelo trabalho como comunicadora. “Seu poder de comunicação era tão forte que, quando ela chegava na TV, até as comidas ganhavam cheiro através das telas. As roupas, a dança, o olhar, o canto africano. E seus resquícios ganhavam profundidade através da sua potência comunicadora e da sua oralidade”.

 A cantora Daniela Mercury também fez referência à jornalista nas redes sociais. “Nossa Rainha Amazonense dos blocos Afro que contribuiu tanto para o jornalismo e a cultura da Bahia, Vá em paz. Vá com todas as proteções e todo o axé”.

Com informações da Agência Brasil

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