Mãe de policial morto em operação no Rio critica duramente governador Cláudio Castro (PL): ‘Infeliz’

Rodrigo Cabral foi um dos quatros policiais mortos nos confrontos com as facções criminosas (Foto: Instagram)

Débora Velloso Cabral, mãe do policial civil Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, morto com um tiro na nuca durante a operação que deixou mais de 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, na última terça-feira (28/10), fez duras críticas ao governador Cláudio Castro (PL).

“Meu coração apertou quando falaram que um policial morreu. Quando apareceu o nome dele no noticiário entrei em desespero. Antes de ir ele disse: ‘Volto aí mais tarde. Eu te amo’. Meu filho era amor, meu filho era sorriso. Os bandidos encurralaram ele, assim como o delegado. Aquele infeliz do Cláudio Castro sabia que os policiais não tinham condição de encarar o CV. Meu filho só tinha 40 dias de corporação. Mandou todos para morrer”, desabafou Débora Cabral em declarações para veículos de comunicação do Rio.

Rodrigo foi enterrado na quarta-feira (29/10), no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil, em uma despedida que foi marcada pelo clima de comoção e indignação. O policial civil era lotado na 39ª DP (Pavuna) e tinha entrado recentemente para a corporação. O velório reuniu em torno de 150 pessoas, entre familiares, colegas e comandantes das polícias Civil e Militar.

No mesmo dia, foi enterrado, também, o policial civil, Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos. Ele foi morto com um tiro na cabeça. Já os outros dois policiais militares – Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos -, e Cleiton Serafim Gonçalves -, foram enterrados nesta quinta-feira (30/10). Ambos eram sargentos do Bope do Rio de Janeiro.

Operação “Contenção” recebe críticas

Os quatro foram mortos durante a operação “Contenção”, deflagrada pelo Governo do Rio de Janeiro para combater o Comando Vermelho (CV). A ação – considerada a mais letal da história do Brasil -, deixou mais de 120 mortos e foi classificada como “um sucesso” pelo governador bolsonarista Cláudio Castro.

A operação foi amplamente criticada pela sociedade devido a grande quantidade de mortes, recebendo críticas, inclusive, de familiares dos policiais mortos e até da Polícia Federal (PF).

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