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Ao menos 255 palestinos foram assassinados e outros 300 ficaram feridos em oito dias de agressões das forças de ocupação de Israel contra Khan Younis, principal cidade do sul de Gaza, informou a agência de notícias Reuters com base em dados das autoridades médicas da região. Os ataques israelenses começaram no último dia 22 de julho e se encerraram nesta terça-feira (30/07) sob o pretexto de que pretendiam impedir o “reagrupamento” do grupo Hamas.
Segundo as agências internacionais de notícias, as equipes de resgate e os civis palestinos recolheram cadáveres das ruas da zona de batalha abandonada, levando os corpos enrolados em tapetes para os necrotérios em carros e carroças de burro.
Depois que os agressores israelenses foram embora, as pessoas voltaram para suas casas a pé e com carrinhos carregando seus pertences. Muitos encontraram suas casas danificadas ou destruídas. Segundo autoridades locais, mais de 300 casas foram atingidas pelo fogo israelense durante o ataque. Testemunhas disseram que as tropas israelenses demoliram o principal cemitério de Bani Suhaila, a localidade na periferia leste de Khan Younis que foi o foco principal do ataque, bem como casas e estradas próximas.
Com o fim do ataque a Khan Younis, Israel ordenou que milhares de pessoas saíssem de suas casas em al-Bureij, na região central da Faixa de Gaza, lançando ataques em preparação para uma nova agressão.
Após dez meses de guerra, as forças israelenses concluíram, em grande parte, a invasão de quase toda a Faixa de Gaza e passaram as últimas semanas lançando novos ataques em áreas onde já haviam afirmado ter erradicado o Hamas. Milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, a maioria delas já havia sido deslocada várias vezes.
Com informações das agências internacionais de notícias