Massacres de Israel deixam 11 mortos, incluindo cinco crianças e mulheres, e 19 feridos no sul do Líbano

Zainab e os quatro filhos dela foram assassinados pelos terroristas israelenses no sul do Líbano (Foto: Divulgação)

O regime terrorista de Israel cometeu, neste sábado (15/08), dois massacres contra civis libaneses no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, que resultaram em um saldo final de 11 mártires, incluindo quatro crianças e uma mulher, e 19 feridos, entre elas, uma criança e 11 mulheres. As informações são do Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública libanês.

O ataque mais letal ocorreu na cidade de Ansar, no distrito de Nabatieh, onde a agressão israelense matou sete pessoas, entre elas, seis membros de uma mesma família, incluindo o pai, Haj Ali Samir Haj Hassan; a mãe Zainab Mahdi Nasser El-Din; e os quatro filhos do casal Hassan Ali Haj Hassan, Zahraa Ali Haj Hassan, Hussein Ali Haj Hassan e Abbas Ali Haj Hassan. Outras duas pessoas ficaram feridas neste ataque, de acordo com informações das autoridades libanesas.

O massacre causou comoção no Líbano. “Seis nomes, uma família, completamente dizimada. O massacre na cidade de Ansar, no sul do Líbano, jamais será esquecido”, escreveu em suas redes sociais a influenciadora libanesa Nour, da página @nourtalks.

Em outro massacre, a agressão israelense resultou em um saldo final de quatro mártires e 17 feridos, incluindo uma criança e 11 mulheres, na cidade de Deir Zahrani, no distrito de Nabatieh. O regime terrorista de Israel ainda não se manifestou sobre esses dois novos crimes de guerra cometidos no Líbano.

Israel comete constantes violações no Líbano

Os massacres israelenses contra civis libaneses ocorrem em um momento em que as tropas invasoras de Israel têm promovido contínuas violações do cessar-fogo no Líbano, com o exército israelense bombardeando aldeias e colinas com artilharia, lançando granadas incendiárias e de efeito moral, realizando ataques aéreos com aviões de guerra e drones, além de demolir e arrasar casas.

Além desses crimes, as tropas invasoras de Israel têm provocado incêndios florestais generalizados no sul do Líbano, devastando florestas e terras agrícolas em um ato deliberado de destruição ambiental no território libanês.

Grupos ambientalistas descrevem a destruição como “ecocídio”, alertando que Israel prejudica ecossistemas, meios de subsistência e a capacidade de palestinos e moradores libaneses de permanecerem em suas terras.

Presidente do Parlamento libanês condena massacres: “Guerra genocida”
Nabih Berri é presidente do Parlamento do Líbano (Foto: Divulgação/NNA)

O presidente da Câmara dos Deputados, Nabih Berri, condenou os dois massacres perpetrados pelos invasores israelenses nas cidades de Ansar e Deir al-Zahrani, neste sábado (15/08), que resultaram no martírio de uma família inteira, composta principalmente por mulheres e crianças.

Berri considerou esses massacres como parte da “guerra genocida” em curso, travada pela máquina de matar e destruir de Israel contra pessoas, propriedades, patrimônio e tudo o que está ligado à vida humana no sul do Líbano.

O presidente da Câmara afirmou que os ataques fornecem provas conclusivas de que a liderança política e militar de Israel não atribui importância a acordos, leis ou esforços destinados a pôr fim à guerra e às tensões no Líbano e na região em geral.

“A agressão contra o Ansar, Deir al-Zahrani, Mansouri e as aldeias do distrito de Nabatieh é um apelo, selado no sangue de crianças e mulheres, a todos os libaneses, particularmente às forças políticas de todo o espectro político, para que abordem a agressão israelense, suas repercussões e suas implicações mais amplas por meio de uma abordagem nacional, afastando-se de quaisquer considerações regionais, sectárias ou partidárias”, disse Berri.

“É um apelo para reforçar uma atmosfera de unidade nacional”, prosseguiu Berri, acrescentando: “É também uma mensagem aos patrocinadores das negociações e dos acordos de cessar-fogo para que assumam sua responsabilidade e trabalhem para deter a guerra genocida antes que seja tarde demais”.

O presidente da Assembleia Nacional, Berri, concluiu: “Que a misericórdia esteja sobre os mártires, nossas condolências às suas famílias e nossas orações pela rápida recuperação dos feridos“.

Hezbollah promete vingança

Por sua vez, O Hezbollah, grupo que faz a luta armada contra a invasão israelense, divulgou um comunicado denunciando os novos massacres de Israel. A Resistência Libanesa prometeu vingança.

“O povo libanês acordou esta manhã com o som de uma agressão crescente e um massacre brutal perpetrado pelo inimigo sionista criminoso contra civis inocentes no Sul. Este ataque teve como alvo uma casa nos arredores da cidade de Ansar, no sul do país, e um edifício em Deir Zahrani, resultando no martírio de onze pessoas, incluindo crianças e mulheres, e ferindo outras doze. Este crime hediondo soma-se ao longo histórico de massacres, atrocidades e derramamento de sangue libanês do inimigo, incluindo o bombardeio de casas, a destruição de campos e a aniquilação de aldeias”, disse o grupo libanês.

Para o Hezbollah, a escalada israelense “reflete o desejo e a vontade do primeiro-ministro inimigo criminoso, Netanyahu, de intensificar a guerra para fortalecer sua posição política interna, servir a seus objetivos eleitorais e apaziguar a extrema-direita”.

“Essa contínua agressão e violação da soberania libanesa é de responsabilidade do governo inimigo e dos Estados Unidos, que lhe fornecem apoio e cobertura. As autoridades libanesas devem explorar todos os meios disponíveis para deter essa agressão e cessar sua insistência em prosseguir com negociações diretas humilhantes e em oferecer concessões gratuitas ao inimigo, apesar de todos os crimes e ataques que este comete e de suas declaradas intenções agressivas e expansionistas em relação ao Líbano”, acrescentou a nota.

O Hezbollah finalizou o seu comunicado dizendo: “Todos os libaneses, em toda a sua diversidade, devem perceber o perigo que a abordagem deste governo representa para a unidade, a segurança e a independência do Líbano. E o inimigo israelense deve entender claramente que suas agressões, transgressões e tentativas de impor um fato consumado não podem continuar e serão respondidas adequadamente em defesa do Líbano, de seu povo, de sua soberania e de sua dignidade nacional“.

Com informações das agências de notícias do Líbano

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