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Agressões israelenses ocorrem em meio a um cessar-fogo que vem sendo amplamente desrespeitado por Israel.

Pelo menos cinco pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas em diversos massacres realizados por Israel, neste domingo (06/09), no sul do Líbano. As novas agressões representam uma nova escalada de violência por parte dos invasores israelenses em meio a um cessar-fogo em vigor na região e às negociações com o governo libanês
Os ataques mais intensos ocorreram em Nabatieh Al-Fawqa, onde três pessoas foram mortas, incluindo uma criança, de acordo com informações do Ministério da Saúde do Líbano. Na mesma cidade, os agressores israelenses destruíram o hospital Saleh Ghandour, um edifício histórico e a sede da Secretaria de Finanças, além de terem danificado várias construções próximas
Em Arab Salim, duas mulheres foram mortas e seis pessoas ficaram feridas após um ataque israelenses atingir um edifício da cidade. Outros ataques atingiram ainda a cidade de Kfar Rouman e uma área que abrigava um parque municipal em Nabatieh. Sem apresentar provas, o regime genocida de Israel afirmou que os alvos de suas agressões eram “bases do Hezbollah”.
Baixas libanesas causadas pelos ataques aéreos israelenses no sul do Líbano neste domingo (06/09):
De acordo com dados das autoridades libanesas, mais de 4,3 mil pessoas foram mortas nas agressões israelenses realizadas no Líbano entre os dias 2 de março deste ano – quando os ataques de Israel foram expandidos em solo libanês -; até o dia 5 de setembro. Neste mesmo período, os ataques israelenses deixaram 12.359 feridos no Líbano.
As forças invasoras israelenses continuam posicionadas em uma área de ocupação que se estende por cerca de 10 quilômetros dentro do território libanês.
O cenário militar ocorre paralelamente às negociações entre Líbano, Israel e Estados Unidos. O vice-primeiro-ministro libanês, Tarek Mitri, afirmou que a libertação de prisioneiros libaneses por Israel pode indicar uma pressão dos Estados Unidos para que Tel Aviv adote uma postura mais flexível nas negociações.
Segundo Mitri, uma nova rodada de conversas pode ocorrer em meados deste mês ou alguns dias depois. O governo libanês, afirmou ele, busca manter sua frente de negociação separada das tratativas entre Washington e Teerã, embora reconheça que os desdobramentos do diálogo entre os dois países afetam diretamente a situação no Líbano.
Mitri também afirmou que a paralisação das negociações dificulta o retorno de moradores deslocados e reduz o apoio internacional aos esforços de reconstrução. O vice-primeiro-ministro observou que o país elaborou um plano de recuperação e recebeu promessas de vários países para ajudar a facilitar o retorno dos moradores e a reabilitação das áreas afetadas.
O Hezbollah, por sua vez, condenou a campanha militar israelense e acusou Israel de agir com “silêncio internacional” e “cumplicidade norte-americana”. O grupo também reiterou sua oposição às negociações diretas entre Beirute e Israel. As informações são da Al-Jazeera.
*Com informações da agência libanesa de notícias NNA, da Al-Jazeera, do site Brasil de Fato e de agências internacionais de notícias