Médicos alertam para a piora da situação sanitária na Faixa de Gaza

ONGs, como a dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), pediram respeito ao Direito internacional humanitário

Israel tem bombardeado alvos civis na Faixa de Gaza, que sofre um bloqueio desde 2007 (Foto: Mohamad Sabra)

Médios de várias Organizações Não-Governamentais (ONG) internacionais alertaram, nesta quarta-feira (11/10), para a piora da situação sanitária na Faixa de Gaza após o bloqueio total imposto por Israel. Eles pediram um corredor humanitário para apoiar a resposta médica. “A situação é catastrófica. Não acho que ninguém esteja seguro em Gaza”, declarou Sarah Chateau, responsável pelo programa palestino dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), que possuem na região 300 funcionários palestinos e 20 internacionais.

“Transferimos parte de nossas equipas para um prédio das Nações Unidas. O bombardeamento foi tão maciço que os riscos eram muito grandes”, disse ela.

Na segunda-feira (10/10), o governo ultrarradical de Benjamin Netanyahu ampliou o bloqueio que já vem sendo aplicado desde 2007 à Faixa de Gaza, com o corte do fornecimento de água, eletricidade e alimentos.

Segundo Chateau, com o estado de cerco total, as equipes médicas poderão parar de prestar assistência. ”Precisamos de um corredor humanitário para apoiar a resposta médica, trazer equipamentos, substituir as equipas no terreno”, defendeu.

“É preciso garantir que o Direito internacional humanitário é respeitado, que medicamentos são levados e que os civis são poupados”, acrescentou.

Após a ofensiva sem precedentes do movimento palestino Hamas contra Israel, o exército israelense ampliou os bombardeios contra a Faixa de Gaza. Estima-se que, em quatro dias de conflito, o número de mortos ultrapasse os 2 mil além de mais de 5 mil feridos dos dois lados. Com informações de agências internacionais.

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