Milhares de iranianos celebram com grandes passeatas o 47º aniversário da vitória da Revolução Islâmica

Manifestações foram realizadas para celebrar a vitória da Revolução Islâmica no Irã (Foto: Reprodução vídeo)

Em uma demonstração de força contra a ingerência externa e de apoio ao regime islâmico, milhares de iranianos saíram às ruas em massa, nesta quarta-feira (11/02), em gigantescas manifestações públicas na capital Teerã e em mais de 1,2 mil cidades do Irã para celebrar o 47º aniversário da vitória da Revolução Islâmica. Os participantes carregavam bandeiras iranianas e palestinas, assim como faixas em apoio ao sistema islâmico do país.

Além da presença popular, as manifestações contaram com a participação de diversas autoridades iranianas. Entre as principais participações estavam o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, o ministro das Relações Exteriores Abbas Aragchi, o ministro da Defesa Aziz Nasirzadeh, o ministro da Inteligência Esmail Khatibzadeh, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, major-general Abdolrahim Mousavi, o conselheiro do Líder Supremo da Revolução Islâmica Ali Shamkhani, o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour, o comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica, brigadeiro-general Esmail Qaani, o chefe do Judiciário Gholam Mohsen Ejei e o presidente do Parlamento iraniano, o deputado Mohammad Bagher Ghalibaf.

“Estamos nos esforçando para fortalecer nossas relações com os países vizinhos a fim de estabelecer laços fraternos, e esta é a diretriz do Líder da Revolução e da República Islâmica”, afirmou Pezeshkian durante sua participação nas manifestações. Ele acrescentou: “Agradecemos o apoio dos países vizinhos que iniciaram contato conosco após as ameaças americanas”. O presidente disse ainda que “o povo desta região é quem resolverá seus problemas, não estrangeiros e forasteiros”.

Pezeshkian afirmou sua disposição para o diálogo e para a defesa dos direitos do povo iraniano, ressaltando que “estamos nos esforçando para resistir ao roubo e à pilhagem”.

O presidente do Irã destacou ainda a importância de trabalhar de acordo com a vontade do povo, observando que “nosso principal objetivo é buscar soluções para nossos problemas, e todos os ramos do Estado estão trabalhando para resolver as questões existentes, e estamos colocando todos os nossos recursos a seu serviço.”

“Estamos prontos para resolver os problemas existentes, mas não incendiando mesquitas. Formamos oficinas especiais para identificar de forma transparente os problemas que enfrentamos e entender onde erramos”, disse ao enfatizar que o país precisa de união interna mais do que nunca diante das conspirações.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Aragchi afirmou que a mensagem de força e poder da República Islâmica do Irã é o fator mais importante que nos apoia e fortalece na mesa de negociações. “Nossa força vem dessa nação quando estamos presentes nas arenas diplomáticas. A participação nas marchas de hoje e a presença massiva da população nas praças são o segredo da força do Irã”, disse.

Ele enfatizou: “Não negociamos e não negociaremos nossas capacidades de mísseis, e a data para a segunda rodada de negociações ainda não foi definida”.

Conselheiro alerta sobre reposta a qualquer agressão

Já o conselheiro do Líder Supremo da Revolução Islâmica, Ali Shamkhani, disse que o Irã, por meio de seus comandantes das forças armadas, declarou que qualquer agressão militar contra o país, qualquer tipo de agressão, mesmo que limitada, significaria o início de uma guerra, e “essa guerra não se limita a uma área geográfica restrita nem a apenas duas partes”.

Shamkhani acrescentou que “uma guerra desse tipo poderia ser regional e afetar outras questões, como a energia, impactando assim a vida de muitas pessoas ao redor do mundo. Portanto, é sensato seguir o caminho das negociações, que começaram de forma séria e não apenas para inglês ver”.

Conspirações fracassaram

Durante a marcha, o porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana, Brigadeiro-General Ali Mohammad Naini, afirmou que os inimigos estão tentando incitar o caos dentro do Irã aumentando a pressão econômica, mas suas conspirações estão fracassando uma após a outra.

Naini explicou que agências de inteligência que mais de 50 países participaram do planejamento dos recentes protestos armados com o objetivo de derrubar o regime, mas o povo iraniano os frustrou graças à sua consciência. Ele enfatizou que as capacidades militares do Irã são superiores e que “confundimos os sistemas de defesa aérea do inimigo”.

Com informações das agências de notícias do Irã e agências internacionais de notícias

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