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Milhões de iranianos participaram, nesta quinta-feira (09/07), na cidade de Mashhad, na região Nordeste do Irã, do sepultamento do líder mártir da Revolução Islâmica, Grão-Aiatolá Sayed Ali Khamenei, e dos membros da família dele, assassinados pelos Estados Unidos e por Israel no dia 28 de fevereiro deste ano. Delegações estrangeiras de quase 100 países participaram também do último adeus ao líder muçulmano.
A cerimônia de despedida oficial, que só pode ser realizado hoje por causa da guerra imposta contra o Irã, teve início às 15h, no horário local, reunindo uma multidão que compareceu ao Santuário do Imam Ali Reza, o mais sagrado do país, e nas ruas adjacentes, para realizar as últimas orações fúnebres, que foram lideradas pelo filho mais velho do falecido líder supremo, Sayed Mostafa Hosseini Khamenei.
O funeral de Ali Khamenei já é considerado o maior da história. As cerimônias fúnebres duraram sete dias, com início no último dia 3 de julho, e foram realizadas em dois países: no próprio Irã e no Iraque, onde mais de 10 milhões de pessoas participaram da despedida ao líder revolucionário islâmico, principalmente, nas cidades sagradas de Najaf e Karbala.
O ápice do funeral, porém, ocorreu hoje, quando milhões de pessoas em luto participaram em Mashhad da cerimônia de despedida de Ali Khamenei, no Santuário do Imam Ali Reza.
Durante o cortejo, grandes multidões cercavam o veículo que transportava os restos mortais do líder supremo do Irã e de seus familiares, enquanto gritos de “Morte à América”, “Morte a Israel” e “Morte aos traidores da pátria” ecoavam ao longo do trajeto.
Bandeiras vermelhas, simbolizando vingança e o clamor por vingança pelo sangue do Imam Hussein (Ya La-Tharat al-Hussein), ao lado da bandeira da República Islâmica, tremulavam por todas as ruas do percurso da procissão. Durante o cortejo, a multidão seguiu pedindo vingança e a morte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O Sayed Ali Khamenei foi morto em um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel a Teerã em 28 de fevereiro, dando início à agressão de 40 dias contra o Irã. Para a cerimônia, as autoridades iranianas preservaram por quatro meses seu corpo e os de familiares que também morreram no ataque.
Segundo o historiador iraquiano Omar Mohammed, em entrevista à Fox News, o mais provável é que o corpo tenha sido mantido em uma câmara frigorífica até o sepultamento. Ele explicou que a lei islâmica xiita permite, em situações excepcionais, adiar o enterro e preservar o corpo por meio de refrigeração.
Ali Khamenei tinha 88 anos e ocupava o posto desde 1989, quando substituiu o fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini. O líder dedicou a maior parte de sua vida a manter o Irã independente da influência dos EUA. Após sua morte, Teerã decretou luto oficial por 40 dias e alertou o mundo: “Esse grande crime nunca ficará sem resposta”.
Ali Khamenei foi assassinado em sua residência oficial no dia 28 de fevereiro deste ano, juntamente com vários membros de sua família, incluindo sua neta Zahra Mohammadi Golpaygane, de apenas 14 meses. Ela é filha de Bushra Khamenei – filha do ex-líder iraniano -; com Misbah Al-Huda Golpaygane, seu genro. Além deles, a nora de Khamenei, Zahra Haddad-Adel, também foi morta na agressão de Estados Unidos e Israel.
Ali Khamenei foi substituído pelo filho Mojtaba, que foi escolhido como o novo líder da Revolução Islâmica no Irã. Ele não participou das cerimônias públicas do funeral do pai e dos demais familiares.
Com informações das agências IRNA, Tasnim, Al-Mayadeen e do site Brasil de Fato