‘Ministro dos Transportes aponta que BR-319 é viável e sustentável’, anuncia Wilson Lima

O Ministério dos Transportes considera a obra viável e propõe soluções para impedir o aumento do desmatamento
A obra é aguardada há décadas e vai ajudar no desenvolvimento da região (Foto: Divulgação)

O relatório sobre a pavimentação da BR-319 (que liga Manaus a Porto Velho), feito pelo Ministério dos Transportes, aponta que a obra na rodovia é viável e ambientalmente sustentável. A notícia sobre o resultado da pesquisa feita pelo Governo Federal foi comentada pelo governador Wilson Lima (União Brasil) nas suas redes sociais nesta terça-feira (11/06).

Segundo Wilson, a notícia foi repassada pelo próprio ministro Renan Filho (MDB), por meio de uma ligação. A obra é considerada uma das prioridades do Governo Federal no setor de infraestrutura de transportes e o projeto vai proporcionar “ganhos econômicos e sociais para a região”.

A pavimentação da BR-319 é alvo de controvérsias. Políticos e empresários fazem pressão pela obra, que mas pesquisadores dizeem que ela é potencialmente catastrófica para o desmatamento na Amazônia.

O Ministério dos Transportes considera a obra viável e propõe soluções para impedir o aumento do desmatamento, como a criação de Unidades de Conservação (UC) e aumento da governança, mas não enfatiza a necessidade de consulta prévia aos povos indígenas afetados. 

A pasta trabalha com o projeto de uma rodovia de 500 quilômetros, num modelo de estrada-parque, isolada por cercas e com monitoramento eletrônico. Esse trecho liga Humaitá a Manicoré, municípios que ficam no Amazonas.

A rodovia tem quase 900 quilômetros de extensão no total, mas o trecho de terra por dentro da floresta costuma ficar intransitável durante o período de chuvas. Outros trechos já estão pavimentados ou são contemplados em outros projetos, com processos distintos de licenciamento ambiental.

Em agosto do ano passado, o projeto da pavimentação da BR-319 foi incluído no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O governo Lula, no entanto, buscou esclarecer que não era a obra que estava presente no programa e, sim, apenas os projetos e estudos de viabilidade.