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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio afirmou, nesta quarta-feira (28/05), que o governo Trump irá impor proibição de vistos a estrangeiros “que censuram norte-americanos”. Apesar de não citar ninguém em específico, ele deu a entender que a medida poderia ter como alvo autoridades que regulam empresas de tecnologia americanas, as chamadas big techs, abrindo caminho para atingir, por exemplo, membros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Essa possibilidade se tornou mais forte de ocorrer após o conselheiro de Donald Trump, Jason Miller, marcar o ministro do STF, Alexandre de Moraes, em uma postagem no X (antigo Twitter), que foi publicada nesta quarta (28/05), sobre o anúncio dos Estados Unidos sobre a restrição de vistos para autoridades estrangeiras que “censuram norte-americanos”. “Compartilhe isso com alguém que lhe vem à mente imediatamente ao ler isto. Ok, vou começar… Olá Alexandre!”, diz a mensagem postada por Miller.
Em uma publicação nas redes sociais, Rubio acrescentou: “Seja na América Latina, na Europa ou em qualquer outro lugar, os dias de tratamento passivo para aqueles que trabalham para minar os direitos dos americanos acabaram”.
Tanto Moraes quanto os demais ministros do STF não se pronunciaram sobre o assunto.
Escalada dos Estados Unidos
O anúncio de Marco Rubio mostra ser uma escalada por parte do governo Trump, que tem atuado para evitar o controle sobre as redes sociais dos Estados Unidos em outros países, como o Brasil e os membros da União Europeia, embora, por outro lado, Washington tenha atuado para barrar esse tipo de plataforma pertencente a outras nações, como a China.
“É igualmente inaceitável que autoridades estrangeiras exijam que plataformas tecnológicas americanas adotem políticas globais de moderação de conteúdo ou se envolvam em atividades de censura que ultrapassem sua autoridade e se estendam aos Estados Unidos”, disse o secretário de Estado. Ele afirmou ainda que algumas autoridades estrangeiras tomaram “ações flagrantes de censura contra empresas de tecnologia americanas e cidadãos e residentes americanos, mesmo sem autorização para fazê-lo”.
Um porta-voz da Comissão Europeia disse que os comissários estavam cientes do anúncio de Rubio, que “parece ser de natureza geral”. O porta-voz não quis fazer mais comentários.
Medidas internas nos Estados Unidos
Em abril deste ano, Rubio fechou um escritório do Departamento de Estado que buscava combater a desinformação estrangeira, acusando-o de censura e desperdício de dinheiro do contribuinte americano.
Com informações das agências internacionais de notícias