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Omar Aziz foi monitorado quando foi o presidente da CPI da Covid - que investigou as ações do governo Bolsonaro durante a crise sanitária no País
O Jornal da Band, em reportagem exclusiva do jornalista Túlio Amâncio, revelou na noite desta sexta-feira (03/02) a lista de ministros, governadores, deputados, senadores e demais parlamentares que foram monitorados ilegalmente pela Agência Brasileira de Inteligência, no caso conhecido como “Abin Paralela”. Entre os nomes está o senador do Amazonas, Omar Aziz (PSD).
Omar Aziz foi monitorado quando foi o presidente da CPI da Covid – que investigou as ações do governo Bolsonaro durante a crise sanitária no País.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 30 mil a Omar por associar o senador ao crime de pedofilia. O caso teria acontecido durante um comício quando o ex-presidente esteve no Amazonas nas eleições de 2022.
“Quase foi indiciado por pedofilia, há poucos anos, por um voto não foi indiciado por pedofilia”, disse o ex-presidente, conforme consta na ação judicial.
Em 2021, Bolsonaro também acusou Omar Aziz de desviar R$ 260 milhões do Amazonas. A afirmação baseia-se na investigação do Ministério Público na operação “Maus Caminhos”, deflagrada em 2016 para apurar desvios na área da Saúde no Estado. O parlamentar foi um dos suspeitos de participar do esquema, mas nunca condenado.
Por outro lado, Omar devolveu os ataques do presidente Jair Bolsonaro à comissão e afirmou que o chefe do Planalto é “agressor de mulheres” e um “péssimo presidente”. O ex-presidente tentou barrar a reeleição do senador do Amazonas apoiando Coronel Menezes (PL). Aziz teve 41,42% dos votos válidos, contra 38,99% de Coronel Menezes, que ficou em segundo lugar.
Os policiais federais que investigam o cas tiveram acesso aos números dos telefones rastreados, não diretamente aos nomes dos espionados. Foram mais de 60 mil acessos pelo programa espião Firstmile. O monitoramento ilegal era comandado, segundo as investigações, por Alexandre Ramagem, delegado da PF e ex-diretor da Abin. Mas a cabeça do esquema seria Carlos Bolsonaro, vereador pelo rio e filho do ex-presidente.
Entre as autoridades espionadas estão ministros do governo de Jair Bolsonaro. Abraham Weintraub, da Educação, Anderson Torres, da Justiça, Flavia Arruda, da Secretaria de Governo e o antecessor dela, além do general Carlos Alberto dos Santos Cruz. A Abin Paralela ainda monitorou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Também compõem a lista: Randolfe Rodrigues; Renan Calheiros; Kim Kataguiri; Alexandre Frota; Rogério Carvalho; Otto Alencar; Humberto Costa; Simone Tebet; Camilo Santana; Soraya Thronicke e Alessandro Vieira. O presidente da Câmara no primeiro biênio do governo Bolsonaro, Rodrigo Maia também foi monitorado.