Países do mundo condenam agressão de Israel contra o Irã e pedem o fim da violência no Oriente Médio

Vários países do mundo se solidarizaram com o Irã (Foto: Divulgação)

As agressões de Israel contra o território iraniano, na madrugada deste sábado (26/10), geraram uma onda de condenação por parte de dezenas de países que repudiaram os ataques israelenses e se solidarizaram com o Irã. Nações árabes, asiáticas, sul-americanas e europeias, como a Suíça e a Rússia, por exemplo, condenaram a escalada de violência praticada pelo regime liderado por Benjamin Netanyahu.

Por outro lado, Estados Unidos, Alemanha e Reino Unidos – países que financiam o genocídio cometido por Israel contra o povo palestino e as agressões no Líbano -, ficaram do lado do agressor israelense e se recusaram a condenar os ataques contra o Irã. Já a França pediu o fim da violência no Oriente Médio.

Israel alegou que atacou em torno de 20 alvos em bases militares iranianas na regiões de Ilam, Khuzestan e Teerã. Por sua vez, o Irã afirmou que o sistema de defesa do país conseguiu rechaçar os ataques israelenses que, segundo ele, resultaram apenas em “danos limitados”. O exército iraniano, porém, confirmou a morte de ao menos quatro soldados iranianos em função das agressões israelenses.

“A ação agressiva foi interceptada e combatida com sucesso pelo sistema integrado de defesa aérea do país”, disse o quartel-general da defesa aérea do Irã.

Retaliação

Em um comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que o país tinha “o direito e a obrigação de se defender contra atos agressivos externos” após os ataques em seu território, confirmando a intenção dos iranianos de promover uma retaliação contra os israelenses.

Veja algumas reações mundiais:

Países árabes condenam agressão israelense
Praticamente todos os países árabes, incluindo os aliados dos Estados Unidos, condenaram a agressão israelense contra o Irã. Eles pediram, também, o fim da violência na região, principalmente nos territórios palestinos ocupados, como a Faixa de Gaza, e no Líbano.

Síria

A República Árabe da Síria expressou sua “solidariedade” com os iranianos. o Ministério das Relações Exteriores do país disse que apoiava “o direito legítimo do Irã de se defender e proteger seu território e as vidas de seus cidadãos”.

Líbano

Da mesma forma, o Ministério das Relações Exteriores do Líbano denunciou a agressão contra a República Islâmica do Irã, caracterizando-a como uma violação da soberania do Irã e uma ameaça perigosa à segurança e estabilidade regionais.

Iêmen

Em uma declaração, o Governo de Construção e Mudança do Iêmen condenou fortemente a agressão do regime sionista contra o Irã. A declaração expressou sua solidariedade com a nação e o governo do Irã, que foram atacados por causa de sua firmeza na defesa dos direitos das duas nações da Palestina e do Líbano. A posição do Irã em apoiar a questão palestina é conhecida, e o apoio do Irã à resistência contra os invasores e agressões do regime israelense é uma janela de esperança para as nações da região.

Países árabes do Golfo

Por meio do Ministério das Relações Exteriores, o Catar afirmou que o ataque foi uma “violação flagrante da soberania do Irã e uma clara violação do direito internacional” e pediu a todas as partes que exerçam contenção para resolver suas disputas por meio do diálogo e meios pacíficos com o intuito de evitar atos que possam desestabilizar a segurança e a estabilidade na região.

A Arábia Saudita condenou o ataque contra o Irã classificando-o como uma “violação de sua soberania” e das leis internacionais. O Kuwait afirmou que as agressões israelenses refletiam “a política de caos perseguida pelas forças de ocupação israelenses ao violar a soberania dos Estados”.

Omã, Bahrein e Emirados Árabes Unidos seguiram a mesma linha de condenação a Israel e pediram o fim da escalada de violência na região.

Egito

O Egito condenou “todas as ações que ameacem a segurança e a estabilidade da região”. Em uma declaração oficial, o país “enfatiza sua posição de que um cessar-fogo na Faixa de Gaza deve ser alcançado rapidamente dentro da estrutura de um acordo por meio do qual os reféns sejam libertados, visto que é a única maneira de desescalada”.

Argélia

A Argélia condenou e denunciou “veementemente os ataques levados a cabo pela ocupação israelense contra o Irã”.

Iraque

Por sua vez, o porta-voz do governo do Iraque, Basim Alawadi, denunciou “o silêncio da comunidade internacional” sobre as ações israelenses. “A entidade sionista ocupante continua suas políticas agressivas e amplia o conflito na região por meio de ataques flagrantes que realiza com impunidade”, inclusive contra alvos iranianos. Uma declaração do gabinete do primeiro-ministro disse que o Iraque “reitera sua posição firme pedindo um cessar-fogo em Gaza e no Líbano, e por esforços regionais e internacionais abrangentes para apoiar a estabilidade na região”.

Jordânia

Por meio do Ministério das Relações Exteriores e Expatriados, a Jordânia disse que a comunidade internacional deve “assumir suas responsabilidades e tomar medidas imediatas para deter a agressão israelense em Gaza, Cisjordânia e Líbano como um primeiro passo para reduzir a escalada, deter as violações de Israel ao direito internacional e às resoluções [das Nações Unidas] e proteger a segurança e a estabilidade da região das consequências desastrosas dos contínuos ataques israelenses”.

Sistema de defesa antiaéreo do Irã respondeu aos ataques israelenses (Foto: Divulgação)

Turquia, Paquistão. Afeganistão, Indonésia e Malásia

A Turquia afirmou que “Israel que está cometendo genocídio em Gaza, se preparando para anexar a Cisjordânia e matando civis todos os dias no Líbano, agora levou nossa região à beira de uma guerra maior com este ataque”.

O comunicado turco continuou: “Agora está claro que pôr fim ao terror israelense na região se tornou uma tarefa histórica para garantir a segurança e a paz internacionais”, acrescentou em uma declaração, que apelou à comunidade internacional para “tomar medidas imediatas para fazer cumprir a lei e parar o governo [do primeiro-ministro israelense Benjamin] Netanyahu”. “Não queremos mais guerra, violência ou ilegalidade em nossa região”, disse a Turquia.

O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão disse que os ataques israelenses “prejudicam o caminho para a paz e estabilidade regionais e também constituem uma escalada perigosa em uma região já volátil”, acrescentando que “Israel tem total responsabilidade pelo atual ciclo de escalada e expansão do conflito na região”.

O Ministério das Relações Exteriores do governo interino do Afeganistão condenou a agressão do regime sionista contra o Irã, rotulando-a como uma tentativa de aumentar a violência na região.

O Ministério das Relações Exteriores da Malásia chamou os ataques israelenses de uma “clara violação do direito internacional” que “prejudicam seriamente a segurança regional”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia afirmou, numa declaração, que condena a agressão contra o Irã, afirmando que “tal escalada e expansão de conflitos constituem uma clara violação do direito internacional”.

Venezuela

A Venezuela também declarou sua condenação “dos ataques cometidos pelo regime sionista de Netanyahu contra a República Islâmica do Irã e a República Árabe Síria”.

Rússia

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, alertou sobre “a escalada explosiva em andamento” na região. “Pedimos a todas as partes envolvidas que exerçam contenção, parem a violência e evitem que os eventos se transformem em um cenário catastrófico”, disse ao ressaltar que é “necessário parar de provocar o Irã a ações retaliatórias e sair da espiral de escalada descontrolada”.

Estados Unidos, Alemanha e Reino Unidos apoiam crimes de Israel

Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, que patrocinam com armas e dinheiro os crimes de Israel no Oriente Médio, incluindo o genocídio na Palestina e o terrorismo israelense no Líbano, se recusaram condenar as agressões israelenses e deram declarações provocativas para responsabilizar o Irã pela violência. “Pedimos ao Irã que cesse seus ataques a Israel para que este ciclo de luta possa terminar sem mais escalada”, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Sean Savett, aos repórteres.

Suíça destoa entre os europeus

Por sua vez, o Departamento Federal de Relações Exteriores da Suíça, em uma postagem em sua conta X, condenou o que chamou de “perigosa escalada de violência no Oriente Médio, incluindo os ataques aéreos de Israel no Irã”, enfatizando que as hostilidades devem cessar em todos os lados para evitar o agravamento da escalada regional.

Com informações das agências internacionais de notícias

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