Papa Francisco condena assassinato em massa de crianças palestinas na Faixa de Gaza

Pontífice ainda classificou como “feias” as alegações usadas por Israel para promover bombardeios de escolas que abrigam refugiados sob a "presunção" de que escondem militantes do Hamas

Crianças palestinas são as principais vítimas do terrorismo de Israel (Foto: Reprodução)

O Papa Francisco condenou, nesta sexta-feira (13/09), o assassinato em massa de crianças palestinas em ataques militares israelenses na Faixa de Gaza, e classificou como “feias” as alegações usadas por Israel para promover bombardeios de escolas que abrigam refugiados sob a “presunção” de que escondem militantes do Hamas. Israel tem usada esse tipo de desculpa sem apresentar provas para justificar a matança de civis no território palestino.

O pontífice expressou ainda dúvidas de que Israel, que leva a cabo uma política de genocídio e cometeu dezenas de massacres contra os palestinos nos últimos 11 meses, esteja interessada em acabar com o conflito. “Lamento ter que dizer isso”, disse o papa. “Mas não acho que eles estejam tomando medidas para fazer a paz”, concluiu.

As declarações do papa Francisco foram dadas durante a sua volta a Roma depois de passar 12 dias pelo Sudeste Asiático e Oceania. Ele disse que fala ao telefone com membros de uma paróquia católica em Gaza “todos os dias” e “eles me dizem coisas feias, coisas difíceis”.

“Por favor, quando vocês veem os corpos de crianças mortas, quando vocês veem que, sob a presunção de que alguns guerrilheiros estão lá, uma escola é bombardeada, isso é feio”, disse o pontífice de 87 anos. “É feio”.

Genocídio
Escolas que abrigam refugiados têm sido bombardeadas com frequência por Israel (Foto: Reprodução)

Há 76 anos, o povo palestino tem sofrido uma campanha de limpeza étnica e genocídio praticada por judeus sionistas, muitos deles de origem europeia e sem raizes no Oriente Médio, com o apoio de países ocidentais e omissão de governos árabes.

A situação se agravou após o ataque realizado pelo Hamas em 7 de outubro do ano passado, em resposta ao aumento das agressões praticadas por Israel contra a população palestina em Jerusalém, na Cisjordânia e na própria Faixa de Gaza, que sofre um bloqueio total desde junho de 2007.

O genocídio israelense reduziu a Faixa de Gaza a escombros e exterminou mais de 41 mil palestinos em apenas 11 meses. As Nações Unidas disseram na quinta-feira que a guerra deixou a economia de Gaza “em ruínas”.

Liderados pela África do Sul, vários países denunciaram Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ) acusando o regime sionista de praticar genocídio contra o povo da Palestina.

Com informações das agências internacionais de notícias

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