PEC para acabar com jornada 6×1 já conta com mais de 100 assinaturas; apenas um deputado do AM assinou

Objetivo da PEC é alterar o artigo da Constituição Federal que atualmente limita a jornada diária a 8 horas (Foto: Divulgação)

A pressão popular sobre a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que quer pôr fim à jornada de trabalho 6×1 resultou no aumento do número de parlamentares que assinaram a proposta. Nesta segunda-feira (11/11), as assinaturas saltaram de 71 para 100.

No entanto, ainda é necessária a assinatura de mais 71 deputados. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), idealizadora da proposta, acredita que até o fim desta semana conseguirá as 171 assinaturas necessárias para que a PEC seja protocolada e formalmente apresentada.

O objetivo da PEC é alterar o artigo da Constituição Federal que atualmente limita a jornada diária a 8 horas e a carga semanal a 44 horas. Proposta visa oferecer mais flexibilidade às empresas, permitindo maior diversidade na organização das escalas de trabalho e, potencialmente, mais folgas para os trabalhadores ao longo da semana.

Nos últimos dias a discussão sobre a redução da jornada de trabalho tomou conta da internet e um abaixo-assinado realizado na web já conta com 1,3 milhão de assinaturas.

Bancada amazonense em off

O deputado Saullo Vianna (União Brasil) foi o único até agora a assinar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1 no Brasil. Os outros sete deputados da bancada amazonense na Câmara dos Deputados ainda não aderiram à PEC.

Amom Mandel (Cidadania) usou as redes sociais para esclarecer que a PEC pode prejudicar a economia brasileira.

“Tendo a achar que isso vai prejudicar nossa economia, mas posso ser convencido do contrário. Mandei nosso pessoal realizar um estudo independente e uma revisão bibliográfica. […] o requerimento de PEC discutido não é pelo fim da escala 6×1, mas sim pelo estabelecimento de uma escala de quatro dias na semana […] 80% dos empregos formais do Brasil são oriundos de mico ou pequenas empresas, minha gente”, disse.

Adail Filho (Republicanos), Átila Lins (PSD), Capitão Alberto Neto (PL), Pauderney Avelino (União Brasil), Sidney Leite (PSD) e Silas Câmara (Republicanos) não se pronunciaram sobre o tema ainda. A matéria deverá ser analisada pelo Congresso com a participação da sociedade civil organizada.

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