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Se a eleição fosse hoje, a maioria dos vereadores que compõem a base aliada do prefeito David Almeida (Avante) seria reeleita para a Câmara Municipal de Manaus (CMM). É o que aponta pesquisa divulgada, na última sexta-feira (20/09), pelo Direto ao Ponto.
Segundo o levantamento, na pesquisa espontânea, dos 41 atuais vereadores, 25 conseguiriam ser reeleitos, a maioria da base de David Almeida. Os que se elegeriam entre aliados e opositores são: Raulzinho; Alonso Oliveira; Allan Câmpelo; Caio André; Glória Carrate; Ivo Neto; Jaildo Oliveira; Sassá da Construção; Marcelo Serafim; Mitoso; Márcio Tavares; Professora Jacqueline; Rodrigo Guedes; Roberto Sabino; Rosivaldo Cordovil; Yomara Lins; William Alemão; Thaysa Lippy; Rosinaldo Bual; Kennedy Marques; David Reis; Diego Afonso; Eduardo Assis; Gilmar Nascimento e Joelson Silva.
No total, 833 candidatos estão na corrida pelas vagas, distribuídos em 20 partidos e federações. A pesquisa Direto ao Ponto vai na contramão das últimas eleições municipais.
Historicamente, a renovação na CMM costuma ser expressiva. Em 2012, 60% dos vereadores foram renovados (24 novos nomes). Em 2016, a renovação foi de 48% (20 novos vereadores), e, em 2020, 56% (23 novos vereadores).

Além dos 25 vereadores que se reelegeriam, na pesquisa espontânea, a maioria dos entrevistados lembrou de 24 nomes que disputariam as outras 16 vagas na CMM. São eles: Delegado Pablo; Cel. Lima Jr.; Márcia Macena, Clayton Pascarelli; Rodrigo Sá; Radir Jr.; Álvaro Campelo; Cristiane Mikaela; Elton Mamão; Jander Lima; Sargento Salazar; Sildomar Abtibol; Wanderson Robinho; Aldenor Lima; Cons. Johny M.; Cel. Sette; Eduardo Lucas; Jaiminho R.; Jeová de Jesus; João Mata Boi; Moacir Vulcão; Nathália Nascimento; Tarcísio Lima e Williams Vieira.
“Excluídos”
Ainda conforme a pesquisa, nomes conhecidos na Casa Legislativa não ficaram entre os 48 lembrados pela população no levantamento, entre eles: Capitão Carpê Andrade; Fransuá; João Carlos – que foi o mais votado no último pleito -, e Professor Samuel, que se envolveu em uma polêmica ao afirmar que “merenda [escolar] é merenda, não é almoço”.
Análise
De acordo com o cientista político Luiz Carlos Marques, pesquisas sobre eleições proporcionais, como a de vereadores, são mais difíceis de conduzir do que as de cargos majoritários. Essa dificuldade se deve, em parte, ao maior número de candidatos e à compra de votos, que costuma ser mais comum entre os postulantes a cargos legislativos.
“Além disso, as variáveis que influenciam a intenção de voto são muitas e frequentemente imprevisíveis. Por essas razões, é necessário cautela ao interpretar esses números. Somente com a apuração dos votos nas urnas será possível confirmar se haverá reeleição da maioria ou renovação”, destacou Luiz Carlos Marques ao Panorama Real.
No total foram entrevistadas 1 mil pessoas entre os dias 10 e 14 de setembro. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95,5%.