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A Polícia Federal (PF) vai investigar o atentado ocorrido, na noite de quarta-feira (13/11), na Praça dos Três Poderes, em Brasília, que resultou em um morto, como um ato terrorista. A informação foi confirmada, nesta quinta-feira (14/11), pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues.
Segundo ele, as explosões registradas em Brasília não representam “fato isolado”.
Andrei destacou que grupos radicais de direita, entre eles, os bolsonaristas – facção da qual fazia parte o autor do ataque terrorista Francisco Wanderley Luiz -, estão ativos no Brasil, e que as forças de segurança, além da Justiça, devem agir com mais rigor contra esses extremistas.
“Quero, inicialmente, fazer um registro da gravidade dessa situação que enfrentamos ontem. Tudo isso aponta que esses grupos extremistas estão ativos e precisam que nós atuemos de maneira enérgica – não só a Polícia Federal, mas todo o sistema de Justiça criminal”, disse.
“Entendemos que esse episódio de ontem não é um fato isolado, mas conectado com várias outras ações que, inclusive, a Polícia Federal tem investigado em período recente”, completou o diretor.
Unidade antiterrorismo foi acionada pela PF
Durante a coletiva de imprensa na sede da corporação em Brasília, Andrei Passos, afirmou que a unidade de investigação antiterrorismo da PF já foi acionada para auxiliar nos trabalhos.
Ele informou ainda que já determinou a abertura de inquérito policial e o encaminhamento do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) diante das hipóteses de ações que atentam contra o Estado Democrático de Direito e de atos terroristas. “Estamos tratando esses casos sob essas duas vertentes e, por isso, nossa unidade antiterrorismo está atuando diretamente”, disse.
Alexandre de Moraes
As declarações do diretor-geral da PF de que o ataque terrorista em Brasília não se trata de ato isolado estão em consonância com o pensamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mais cedo, ele afirmou, nesta quinta-feira (14/11), que o ataque ao STF é consequência de um contexto fomentado pelo “gabinete do ódio”, além de não acreditar ser um caso isolado.
Alexandre de Moraes é relator da investigação sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.
Com informações da Agência Brasil