PIM tem alta no faturamento de 12,26% em janeiro deste ano, afirma Suframa

PIM registrou, também, em janeiro, alta de 3,36% na geração de empregos diretos
Bosco Saraiva prevê um ano promissor para o PIM em 2024 (Foto: Divulgação)

O ano de 2024 começou de forma positiva para o Polo Industrial de Manaus (PIM), que registrou, no último mês de janeiro, alta no faturamento de 12,26% em relação ao mesmo período de 2023. No primeiro mês deste ano, o PIM faturou R$ 15,3 bilhões, enquanto que em janeiro do ano passado, esse montante foi de R$ 13,6 bilhões.

Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (08/04), pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Para o superintendente Bosco Saraiva, os números mostram que 2024 pode ser um ano promissor para o parque industrial do Amazonas.

“Esperamos que esses bons resultados continuem para que nosso polo seja cada vez mais fortalecido e capaz de atrair investimentos e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da nossa região e do nosso País como um todo”, afirmou Saraiva.

Com relação à mão de obra, o PIM registrou em janeiro 115.244 postos de trabalho diretos, entre efetivos, temporários e terceirizados, alta de 3,36% na comparação com janeiro do ano passado, quando as fábricas criaram 111.495 postos de trabalho. 

Fieam

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, tem uma visão semelhante a do superintendente da Suframa, Bosco Saraiva. Para o dirigente empresarial, 2024 teve um um início de ano “extremamente promissor”.

“Nossas expectativas são de que o Polo Industrial de Manaus mantenha a tendência de crescimento, porém em ritmo mais lento”, afirmou, ao ressaltar que a estiagem e crise logística do final de 2023 criaram um cenário de demanda represada que pode ter se refletido ainda nos números de janeiro. “As perspectivas econômicas positivas também criam um cenário econômico que propicia a produção”, completou Antônio Silva.

Exportações

Ainda segundo dados da Suframa, as exportações do PIM atingiram US$ 66,9 milhões no primeiro mês do ano, crescimento de 35,63% em relação a igual mês de 2023, quando esse valor foi de US$ 49,3 milhões.

Segmentos e produtos

Conforme dados divulgados pela Suframa, os cinco principais segmentos industriais do PIM em termos de participação no faturamento foram: Bens de Informática (22,25%), Eletroeletrônico (17,03%), Duas Rodas (18,49%), Químico (11,26%) e Mecânico (10,15%).

Entre os principais produtos fabricados pelo PIM, os maiores destaques, no mês de janeiro, ficam por conta da produção de receptores de sinal de televisão, com 663 mil unidades e crescimento de 179,41%; condicionadores de ar do tipo split system, com 522.539 unidades e aumento de 36,84%; condicionador de ar do tipo janela ou de parede, com 57.718 unidades e aumento de 1.474,41%; rádios aparelhos reprodutores e gravadores de áudio (não portáteis), inclusive, toca discos digitais a laser, com 64.402 unidades e aumento de 365,9%: monitores com tela de LCD (para uso em informática), com 245.398 unidades e aumento de 65,04%; fornos micro-ondas, com 426.590 unidades e aumento de 54,83%; motocicletas, motonetas e ciclomotos, com 148.327 unidades e aumento de 14,77%; televisores com tela de LCD e OLED, com 1.169.900 unidades e aumento de 14,27%; e microcomputadores portáteis, com 46.534 unidades e aumento de 327,03%.

Palestras no ‘Suframa nas Escolas’

Nesta segunda-feira (08/04), foi realizada uma reunião de alinhamento com os dez palestrantes voluntários do projeto “Suframa nas Escolas”. O encontro teve como principal objetivo analisar o conteúdo atual das palestras e discutir sugestões para tornar o teor das apresentações mais compreensível e atrativo para os estudantes.

Idealizado pela própria autarquia, o projeto “Suframa nas Escolas” visa promover palestras informativas em instituições de ensino, especialmente para os estudantes finalistas do nível médio. O intuito é disseminar informações sobre a Suframa, o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e a importância de ambos para a região e o País, abordando aspectos econômicos, sociais, ambientais e tecnológicos.