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Um das potências nucleares do mundo, o Paquistão declarou, neste sábado (14/06), apoio total ao Irã, que há dois dias seguidos é alvo de agressões em massa por parte do regime terrorista de Israel. Em conversa telefônica com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, condenou a agressão do regime israelense, apoiado pelos Estados Unidos e seus aliados, e declarou que o governo e o povo do Paquistão apoiam a República Islâmica do Irã.
Sharif descreveu a agressão do regime israelense contra o Irã como uma violação de todas as leis internacionais, condenou o ataque e expressou condolências pelo martírio de vários cidadãos, autoridades e cientistas iranianos. Ele expressou esperança no estabelecimento da paz e da calma, acrescentando que, infelizmente, o regime israelense, impunemente, comete todos esses atos em violação às cartas e regulamentos internacionais.
O primeiro-ministro paquistanês também afirmou que seu país está pronto para cooperar com o Irã para facilitar o retorno dos peregrinos do Hajj e pediu a Pezeshkian que transmitisse suas calorosas saudações ao líder da Revolução Islâmica, Grão-Ayatollah, Sayed Ali Khamenei.
Por sua vez, o presidente iraniano alertou Israel sobre uma resposta mais dura das Forças Armadas iranianas caso continuem suas agressões contra a República Islâmica. Pezeshkian condenou a agressão do regime israelense, apoiado pelos Estados Unidos e seus aliados, prometendo resposta militar mais forte caso os ataques persistam, criticando os padrões duplos ocidentais em relação aos direitos humanos.
Pezeshkian expressou, ainda, seu apreço pelo apelo e pela posição do governo paquistanês na reunião do Conselho de Segurança da ONU na noite passada, afirmando que o regime sionista, com o apoio dos Estados Unidos e de países ocidentais, viola todas as leis internacionais. “Até a guerra tem suas próprias regras, mas o regime sionista, apoiado por países ocidentais, as ignorou”, disse o presidente iraniano.
Embaixador na ONU
Por sua vez, o embaixador paquistanês nas Nações Unidas, Asim Iftikhar Ahmad, criticou Israel esta semana por lançar ataques contra as instalações nucleares e a liderança militar do Irã, afirmando que Teerã tem o direito à autodefesa, segundo a Carta da ONU.
A declaração de Ahmad foi feita na sexta-feira (13/06, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio após o Irã disparar dezenas de mísseis contra Israel, iluminando os céus de Jerusalém e Tel Aviv. Os ataques foram uma resposta às agressões israelenses em larga escala contra as instalações nucleares e a liderança militar de Teerã, na sexta-feira (13/06), que mataram 78 pessoas e feriram mais de 320.
Em uma reunião informativa do Conselho de Segurança da ONU sobre as tensões Irã-Israel, Ahmed disse que as recentes operações militares de Israel em Gaza e os repetidos ataques transfronteiriços no Irã, Síria, Líbano e Iêmen demonstram um desrespeito consistente às normas internacionais.
“Denunciamos inequivocamente essas provocações flagrantes, que constituem um grave perigo e uma séria ameaça à paz, à segurança e à estabilidade de toda a região e além, com sérias implicações”, disse Ahmad ao ressaltar que o “Irã tem o direito à legítima defesa, de acordo com o Artigo 51 da Carta da ONU”.