Preço da passagem de ônibus em Manaus deverá subir para R$ 5 após prefeitura reduzir subsídios

Preço da passagem de ônibus terá alta em Manaus (Foto: Divulgação/Semcom)

O preço da passagem de ônibus cobrado na capital amazonense – que atualmente é de R$ 4,50 -, deverá subir para R$ 5, alta de quase 11,11%. O anúncio foi feito pelo prefeito David Almeida, nesta segunda-feira (10/02), durante a abertura dos trabalhos legislativos da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

“Acredito que (o preço da passagem de ônibus) deva sair de R$ 4,50 para R$ 5 conforme o estudo que temos”, disse ele, sem especificar a data exata que o aumento entrará em vigor.

Segundo o prefeito, a mudança na tarifa ocorrerá porque a prefeitura decidiu reduzir o subsídio que as empresas do setor recebem atualmente para deixar a passagem de ônibus mais barata na capital amazonense. Graças a essa concessão, a população consegue pagar um valor mais baixo para usar esse modal de transporte coletivo.

De acordo com David Almeida, atualmente, o custo da passagem é de R$ 9 em Manaus. Porém, devido aos subsídios dados pela prefeitura, que banca metade desse valor – além das gratuidades e do vale-transporte -, o preço cobrado dos usuários acaba saindo por R$ 4,50.

Ainda segundo o prefeito, por causa da atual política de subsídios, os cofres municipais acabaram tendo um prejuízo de quase R$ 1,4 bilhão nos últimos quatro anos. Porém, com a nova metodologia de concessão de subsídios e a realização de uma auditoria no sistema de bilhetagem, a Prefeitura de Manaus deverá economizar R$ 200 milhões por ano.

David Almeida garante que a população mais pobre não será afetada. “As pessoas mais humildes não vão sofrer porque elas continuarão a serem contempladas com as gratuidades”, disse o prefeito.

Oposição

O anúncio do aumento do preço da passagem de ônibus em Manaus foi criticado pela oposição da CMM. Para o vereador Zé Ricardo (PT), o valor de quase R$ 1,4 bilhão que foi dado de subsídios às empresas de transporte coletivo de Manaus é alto e poderia ter sido aplicado em áreas vitais da cidade.

“É um montante alto de recursos da saúde, educação, de cuidado com as ruas e bairros, por exemplo, que vai para os cofres de meia dúzia de empresas de transporte e o transporte não melhora. Tem algo esquisito nesta história. Esse subsídio suga recursos da prefeitura, que poderiam ir para outras áreas”, avaliou o parlamentar.

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