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A Prefeitura de Manaus divulgou uma nota, na noite desta segunda-feira (12/10), para informar que suspendeu as atividades escolares da rede municipal de ensino nesta terça-feira (13/10) por causa dos “índices críticos de qualidade do ar na capital amazonense” decorrentes da fumaça das queimadas no Amazonas. Foram suspensas ainda todas as atividades ao ar livre e em locais com aglomeração, como no Parque Municipal do Idoso, além da “Feirinha do Boi Manaus”, no sambódromo.
De acordo com o boletim de monitoramento da qualidade do ar emitido hoje, a concentração média de partículas finas (MP2,5) atingiu 135 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice classificado como “péssimo”. O levantamento também aponta risco alto de agravamento das condições atmosféricas.
“A suspensão tem caráter preventivo e visa preservar a saúde, a segurança e o bem-estar dos estudantes, profissionais da educação e de toda a comunidade escolar, reduzindo a exposição à fumaça”, disse a prefeitura.
Na última sexta-feira (09/10), as aulas também foram suspensas em razão da qualidade do ar. Além das aulas, por causa da fumaça, a Prefeitura de Manaus suspendeu todos os eventos ao ar livre promovidos pela administração municipal na capital amazonense no domingo (11/10) e na segunda-feira (12/10).
A fumaça que atinge a capital nas últimas semanas é proveniente de queimadas em municípios do interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e metropolitana, além de outros estados.
Nos dois últimos dias, o estado do Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em seu território. O número representa mais da metade dos focos detectados em todo o mês de outubro de 2025, quando foram registrados 874 focos em 31 dias, segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“A Prefeitura de Manaus reforça que mantém o monitoramento contínuo das condições atmosféricas e segue orientando os profissionais da rede municipal de ensino sobre as medidas preventivas necessárias para minimizar os riscos à saúde da população”, concluiu a prefeitura.
No domingo (11/10), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram a presença de fogo em áreas florestais de difícil acesso.
Como não há fogo espontâneo no bioma amazônico, o ministro Capobianco avalia que os focos resultam de ação humana intencional, possivelmente com o objetivo de degradar o bioma e preparar o terreno para futuros desmatamentos.