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O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, acusou, nesta segunda-feira (02/12), Israel de “violação flagrante” do cessar-fogo com o Líbano que entrou em vigor no último dia 27 de novembro.
Em comunicado divulgado à imprensa, o líder libanês destacou que as “ações agressivas levadas a cabo pelas forças de ocupação israelenses” resultaram na demolição de várias casas nas aldeias fronteiriças do país com a Palestina ocupada, além da continuação das incursões aéreas e ataques do regime sionista que resultaram em ao menos cinco mortes e quatro feridos no Líbano desde o início da trégua, segundo as autoridades libanesas de Saúde.
“Todas estas ações representam uma violação flagrante dos termos do acordo de cessar-fogo que foi anunciado às 4h do dia 27 de novembro de 2024, e o Líbano declarou o seu compromisso com ele”, disse.
Ainda em seu comunicado, Berri fez um apelo ao comitê encarregado de supervisionar a trégua – integrado por Estados Unidos e França -, para que “comece urgentemente sua ação e obrigue Israel a pôr fim às suas violações e a se retirar” de todo o território libanês.
“Perguntamos onde está o comité técnico que foi composto para monitorizar a implementação deste acordo diante destas profanações e violações em curso, que ultrapassaram 54 violações, enquanto o Líbano e a resistência estão totalmente comprometidos com o que prometeram”, indagou o líder libanês.
Além do presidente do Parlamento libanês, Israel também foi repreendido pelo enviado norte-americano Amos Hochstein, que transmitiu uma mensagem aos israelenses apontando a existência de violações por parte deles do acordo de cessar-fogo no Líbano.
Violações israelenses

Desde o início do cessar-fogo no Líbano, Israel já assassinou e feriu nove pessoas no território libanês. A última vítima do terrorismo israelense foi o cabo Mahdi Khreis, membro das Forças de Segurança do Líbano. Ele foi assassinado num ataque israelense quando pilotava sua moto perto da companhia eléctrica onde trabalhava no distrito de Marjayoun, no sul do Líbano.