Produção industrial registra alta de 5% no Amazonas, em 2023

Mesmo com desempenho ruim em setembro, indústria amazonense tem bom resultado no acumulado do ano, segundo dados do IBGE

Setor industrial do Amazonas teve desempenho ruim em setembro, porém, mas registra alta no acumulado do ano (Foto: Divulgação)

O Amazonas registrou o segundo pior desempenho da produção industrial entre todos os Estados brasileiros, no último mês de setembro, ao apresentar uma queda de 6,1% em relação a agosto. Já em relação ao mesmo período de 2022, a queda foi de 1,9%.

Mesmo assim, o Amazonas apresenta um crescimento de 5% na produção industrial em 2023, no período apurado entre janeiro a setembro deste ano. Já no acumulado dos últimos 12 meses – setembro de 2023 a setembro de 2022 -, o aumento registrado é de 3,9%, queda de um ponto percentual, uma vez que o Estado estava com um índice de 4,9% no mês anterior.

As informações foram divulgadas, nesta quarta-feira (08/11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, em setembro, o Amazonas só ficou atrás de Pernambuco, que lidera o ranking com uma queda de 12,8% na comparação com agosto.

Estiagem

Na avaliação do economista Ailson Rezende, a estiagem severa que atinge a região foi determinante para o desempenho negativo do Amazonas.

“A produção industrial do Estado vinha em uma trajetória ascendente em 2023. Porém, faltou insumos por causa da estiagem histórica. Ninguém esperava que a seca seria tão forte neste ano”, avaliou o especialista.

Fieam

Presidente da Fieam, Antônio Silva (centro), avalia como positivo desempenho da indústria em 2023 (Foto: Divulgação/Fieam)

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, afirmou que os números apresentados pelo setor local até o momento, em 2023, são positivos e estão dentro das expectativas dos empresários.

Segundo ele, os setores que têm alavancado a indústria no corrente exercício são o de petróleo e combustíveis, produtos químicos e plásticos, produtos de metal, televisores e equipamentos de informática e motocicletas.

“Podemos explicar a queda de setembro em decorrência de alguns fatores. O referido mês teve quatro dias úteis a menos que agosto, o que impacta no cômputo geral da produção. Não obstante essa questão, foi durante esse período em que começamos a perceber o impacto da estiagem no Amazonas. Além disso, é comum que produtos de alto valor agregado e que não sejam de primeira necessidade, sofram maiores oscilações durante esse período de instabilidade econômica. De toda a sorte, é importante ressaltar que, no agregado do ano, a indústria permanece com indicadores positivos”, avaliou o líder empresarial.

Pará

No geral, no mês passado, a produção industrial do país variou 0,1%, na série com ajuste sazonal, com taxas positivas em apenas cinco dos 15 locais pesquisados.

O Pará apresentou um crescimento em sua produção industrial de 16,1%, liderando uma lista de apenas cinco Estados que tiveram alta neste índice em setembro, segundo o IBGE. Além do Pará, tiveram bom desempenho Rio de Janeiro (3,1%), Ceará (2,2%), Paraná (1,8%) e Goiás (1,2%).

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