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A comunidade árabe de Amsterdã, na Holanda, foi alvo de ataques racistas e agressões físicas, na noite da quinta-feira (07/11), por parte de extremistas judeus que são membros de uma torcida violenta de futebol de Israel. Durante quase dois dias, eles arrancaram bandeiras palestinas, queimaram uma barbearia árabe, atacaram um taxista palestino e entoaram frases xenofóbicas e de incentivo ao genocídio na Palestina.
“Morte aos árabes”, “Deixem as IDF (exército israelense) ganhar, que se f*dam os árabes” e “acabaram-se as escolas em Gaza porque já não há crianças”, gritaram os racistas judeus em cenas lamentáveis que foram gravadas em vários vídeos que circularam nas redes sociais (veja abaixo). Apesar das provas fartas, nenhuma autoridade holandesa condenou os ataques praticados pelos racistas judeus contra os árabes.
As agressões ficaram mais evidentes durante a partida entre Ajax e Maccabi Tel Aviv, pela Liga da Europa, que terminou com a derrota do time israelense por 5 a 0. No jogo, os extremistas judeus entoaram cantos racistas e xenofóbicos contra a população árabe, além de slogans genocidas. O ataque aconteceu no momento em que a organização pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das enchentes que assolaram Valência, na Espanha.
Depois da partida, as ruas de Amsterdã foram marcadas por brigas. Revoltados, membros da comunidade árabe local se reuniram e deram uma surra nos racistas israelenses, que também haviam atacado os espanhóis. Em maio deste ano, a Espanha reconheceu a existência da Palestina.
No total, foram efetuadas 62 prisões e cinco pessoas foram hospitalizadas. Os torcedores do time israelense atacaram um táxi e atearam fogo em uma bandeira palestina ainda na quarta-feira (06/11), um dia antes do jogo. Foram 36 horas de terror na capital holandesa.
Esse não é o primeiro caso de violência relacionado aos torcedores hooligans do Maccabi Tel Aviv. Em março deste ano, extremistas com a camisa da equipe israelense atacaram um palestino antes do jogo contra o Olympiacos, da Grécia, pela Liga Conferência.
Netanyahu tenta apresentar racistas israelenses como vítimas

Envolvido no genocídio na Palestina e em agressões contra o Líbano que já ceifaram a vida de milhares de inocentes nos dois países árabes, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tentou apresentar o episódio como se os racistas judeus fossem as vítimas. Sem citar as agressões dos torcedores israelenses contra os árabes de Amsterdã, ele declarou que os hooligans de Israel apanharam porque eram “judeus”.
O presidente israelense Isaac Herzog foi na mesma linha e chegou ao absurdo de comparar as imagens ao ataque do grupo Hamas de 7 de outubro. “Assistimos com horror às imagens e vídeos chocantes que esperávamos nunca mais rever desde 7 de outubro e que mostra um ataque ‘antissemita’ contra torcedores do Maccabi Tel Aviv e cidadãos israelenses, no coração de Amsterdã”, escreveu Herzog em uma mensagem publicada na rede X, nesta sexta-feira (08/11), sem citar que agressões israelenses contra os árabes, maior povo semita da terra.
O jornalista judeu Breno Altman, em postagem nas redes sociais, afirmou que “não tem nada de antissemitismo” a reação da colônia árabe – que é semita -, em reagir contra os ataques dos racistas israelenses em Amsterdã. “A canalha sionista mente que não sente. Hooligans do Maccabi Tel Aviv provocaram, em Amsterdã, militantes da causa palestina, insultando-os. Cavaram briga e tomaram uma surra. Isso não tem nada de antissemitismo! Levaram o que mereceram: uma sova bem dada, como cabe a gangues de racistas imorais”, escreveu.

Segundo o jornal israelense Haaretz, em torno de 3 mil torcedores israelenses fizeram a viagem para assistir o jogo e 12 ficaram feridos pelos manifestantes.
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