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Segundo Maria do Carmo Seffair, membros da direção do Novo podem se afastar seis meses antes das eleições e não em um ano
A frente do partido Novo, no Amazonas, desde julho do ano passado, a empresária Maria do Carmo Seffair decidiu se pronunciar sobre a possibilidade de não concorrer às eleições municipais deste ano devido a uma norma no estatuto da sigla. A nota emitida pela assessoria da pré-candidata a prefeita diz que uma resolução interna mudou o prazo de afastamento do cargo de diretoria no partido, que agora, passa a ser de seis meses antes do pleito.
A mudança que a empresária se refere é uma alteração no inciso 5º do Artigo 37, que trata da constituição dos diretórios estaduais e municipais. Antes da resolução, o documento vedada a candidatura de membros do Diretório Estadual “durante o exercício do respectivo mandato, sendo exigido que deixe o cargo 12 meses antes do registro de sua candidatura”.
Agora, segundo Maria do Carmo, os membros podem se afastar seis meses antes das eleições, tendo seu nome cotado para as convenções partidárias, que acontecem no período entre 20 de julho e 5 de agosto no ano eleitoral. No entanto, segundo informações dos bastidores da política, ela enfrenta oposição dentro do próprio partido.
A empresária deve anunciar o afastamento do cargo dentro do partido nos próximos meses para se enquadrar na nova norma.
“Por não ser um partido de caciques, o Novo escolhe seus candidatos por meio de uma rigorosa seleção que, além de ficha limpa, também avalia critérios como ideologia, liderança, senso ético, dentre outros critérios. Sem essa aprovação, as candidaturas não se tornam possíveis”, diz a nota.
Apoio nacional
A possível candidatura de Maria do Carmo Seffair ainda será analisada, mas ela já tem o apoio do presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, que esteve, em Manaus, em novembro do ano passado.
“Eu sou um particular defensor que a própria Maria do Carmo seja nossa candidata. Mas essa decisão não vai ser do Diretório Nacional, mas do Diretório Estadual e do Diretório Municipal, porque nós somos um partido democrático e livre de caciques”, disse ele durante passagem pela capital amazonense.