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O salário no Amazonas ficou abaixo da média nacional, conforme dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado alcançou na média apenas R$ 2.293.
O Amazonas ficou em 21º lugar no ranking nacional, à frente apenas dos Estados da Paraíba (R$ 2.287), do Pará (R$ 2.268), do Piauí (R$ 2.203), da Bahia (R$ 2.165), do Ceará (R$ 2.071) e do Maranhão (R$ 2.049).
O Distrito Federal (DF) apresenta o maior rendimento médio do país, atingindo R$ 5.043. O valor é 56% acima da média do Brasil e 146% maior que o indicador do Maranhão, o menor do país (R$ 2.049).
Os dados revelam ainda que o mercado de trabalho brasileiro continua marcado por desigualdades estruturais. Fatores como nível de escolaridade, formalização do emprego e concentração de atividades econômicas impactam diretamente a remuneração dos trabalhadores.
De acordo com o economista Ailson Rezende, os setores da indústria, do comércio e o de serviços do Estado não absorvem a mão de obra existente, prejudicando o nível salarial.
“Esses setores não absorvem toda a mão de obra disponível, deixando um exército de pessoas a procura de emprego causando uma disputa por cada vaga. Os empregadores podem reduzir os salários porque é uma demanda muito grande por essas vagas”, destacou.
São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo são outras localidades com rendimento médio do trabalhador maior que a média nacional.
Sobre a elevação do nível salarial nas regiões sudeste e sul, o economista destaca que isso acontece porque, apesar da disponibilidade de mão de obra, os profissionais costumar ser mais qualificados fazendo com que o mercado eleve o salário para atrair esses trabalhadores.
Ainda segundo Ailson Rezende, apesar do Amazonas figurar na vigésima colocação no salário base, o Estado – por conta da Zona Franca de Manaus (ZFM) -, oferece benefícios que somados ultrapassam os primeiros colocados na pesquisa.
“A que considerar a existência da Zona Franca, os trabalhadores da indústria, além dos salários, recebem transporte, alimentação, plano de saúde, capacitação e treinamento e lazer, que são contrapartidas aos incentivos fiscais concedidos às empresas. Considerando todos esses benefícios, a massa salarial do Amazonas estaria acima da média nacional”, avaliou.
Para o especialista, o primeiro passo para aumentar a base salarial no Amazonas está na educação e profissionalização dos trabalhadores.
Os sindicatos em todo o País lutam por melhorias salariais. No Amazonas não é diferente.
Representantes de vários profissionais lutam por meio de negociações com empregadores e entidades para reajuste compensatório aos trabalhadores.
“A grande parte dos benefícios aos trabalhadores do Brasil veio por meio da luta sindical. Nós continuamos lutando, mesmo em um período onde a representação dos trabalhadores perdeu forças. Infelizmente, ao longo dos tempos, a falta de uma política de valorização do salário deixou trabalhadores com rendimentos defasados”, disse o diretor do Sindicato dos Urbanitários no Amazonas (STIUAM), Edney Martins.
A pesquisa do IBGE analisa o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, abrangendo diferentes formas de ocupação, como empregos formais e informais, temporários e autônomos. Ao todo, 211 mil domicílios foram visitados para a coleta dos dados.
Distrito Federal, R$ 5.043
São Paulo, R$ 3.907
Paraná, R$ 3.758
Rio de Janeiro, R$ 3.733
Santa Catarina, R$ 3.698
Rio Grande do Sul, R$ 3.633
Mato Grosso, R$ 3.510
Mato Grosso do Sul, R$ 3.390
Espírito Santo, R$ 3.231
Brasil, R$ 3.225
Goiás, R$ 3.196
Rondônia, R$ 3.011
Minas Gerais, R$ 2.910
Amapá, R$ 2.851
Roraima, R$ 2.823
Tocantins, R$ 2.786
Rio Grande do Norte, R$ 2.668
Acre, R$ 2.563
Pernambuco, R$ 2.422
Alagoas, R$ 2.406
Sergipe, R$ 2.401
Amazonas, R$ 2.293
Paraíba, R$ 2.287
Pará, R$ 2.268
Piauí, R$ 2.203
Bahia, R$ 2.165
Ceará, R$ 2.071
Maranhão, R$ 2.049