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Secretário de Segurança do Amazonas, coronel Vinicius Almeida, também negou acusações

Um dia após um homem – identificado como Carlos Henrique -, revelar a existência de um esquema criminoso que teria políticos e policiais locais como membros de uma suposta milícia que atua no Estado, o deputado federal Alberto Neto e o vereador eleito para a Câmara Municipal de Manaus (CMM), Sargento Salazar – ambos do PL -, assim como a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e o secretário Vinicius Almeida, vieram a público, nesta segunda-feira (04/11), para negar as acusações. O denunciante foi executado logo após gravar o vídeo. O corpo dele foi encontrado no KM 7 da BR-174 no domingo (03/11).
“Eu não o conheço, nunca vi esse elemento na minha vida. Ele foi torturado e foi obrigado a falar essas coisas, com toda certeza, e depois ele foi executado. Se tivesse alguma mensagem minha ou áudio com ele, aí sim, beleza! Mas não tem nada que me comprometa. Eu não me responsabilizo pelos atos das pessoas”, declarou Salazar nas suas redes sociais nesta segunda-feira (04/11).
VEJA PRONUNCIAMENTO DO SALAZAR:
Além de Salazar, Alberto Neto também negou participação no crime e disse, por meio de nota, ser vítima de perseguição política.
Alberto Neto disputou o segundo turno e perdeu para David Almeida (Avante). Já Salazar foi o vereador mais bem votado no pleito deste ano. Ele, que conseguiu 22.594 votos com propostas voltadas para a área de segurança pública, deve assumir o cargo no dia 1° de janeiro de 2025.
Confira a nota encaminhada pela assessoria de Alberto Neto:
“A assessoria do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), informa que, referente ao vídeo, em que o Sr. Carlos Henrique (como ele mesmo se apresenta), cita o nome do parlamentar, a informação não procede, configurando uma clara tentativa de associar o nome do deputado a atos ilegais que não condizem com sua atuação política. No vídeo fica evidente que o referido Sr está sendo coagido a fazer tal gravação, o que reforça a ideia de um roteiro pré-estabelecido para tentar envolver o nome do deputado num cenário armado para prejudicar sua reputação”.
SSP-AM
Por sua vez, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), por meio de nota, negou as acusações. O órgão disse que irá apurar a origem do vídeo e as condições em que o gravaram.
Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (04/11), o secretário de segurança do Amazonas também negou que tenha envolvimento com o caso.
“Da onde partiu e como partiu essa denúncia? Parte possivelmente de um traficante, nós ainda estamos investigando ainda para ter noção de quem era, que estava prestes a ser executado por uma organização criminosa e ele falaria, meu amigo, até que a terra é plana […] De quem seria o interesse de desestabilizar algo que está dando certo para a sociedade?”, questionou coronel Vinicius Almeida.
Carlos Henrique, antes de ser morto, acusou o Sargento Salazar, Alberto Neto, coronel Vinícius e outros policiais militares de formação de milícia. Com uma identidade falsa de policial militar nas mãos, ele alegou que recebeu dos policiais o documento falso para não ser barrado por outras guarnições ao trazer carregamentos de drogas para Manaus.
“Toda cúpula, junto com o Coronel Vinícius e “Camurça”, da Rocam, possuem direito de fazer este documento para que eu passasse batido, caso a PM me parasse”, disse ele. Coronel Vinicius Almeida é o atual secretário de segurança pública do Amazonas.
No vídeo, a vítima diz ser um grande distribuidor de drogas e afirma que fez um “arrocho” (roubo de droga) no meio do rio Amazonas.
Em seguida, a pessoa que está filmando mostra brevemente uma conversa de Carlos com uma das pessoas citadas. Depois, o suspeito volta a filmá-lo e Carlos termina dizendo: “A cúpula do Estado do Amazonas utiliza todo esse dinheiro de arrocho para campanha política. Uma delas foi a do Sargento Salazar e do Capitão Alberto Neto.”
Em outro trecho, Carlos afirma que a região de Japurá, no interior do Amazonas, movimenta um comércio ilegal de ouro ligado à milícia. O suposto esquema envolveria lavagem de dinheiro por meio de uma empresa chamada JSK.
VEJA VÍDEO FEITO PELO DENUNCIANTE: