Saullo Vianna rebate ex-diretor do BC que atacou a Zona Franca de Manaus

Deputado federal criticou fala do economista Alexandre Schwartsman, que durante uma entrevista na TV, chamou o principal modelo de desenvolvimento econômico do Amazonas de ‘aberração’.

Na tribuna de Câmara, parlamentar amazonense lembrou que, no Amazonas, vivem 4 milhões de brasileiros que possuem direito a emprego, renda e a ter sua cidadania respeitada (Foto: Divulgação)

O deputado federal, Saullo Vianna (União-AM), rebateu a fala do ex-diretor do Banco Central (BC), o economista Alexandre Schwartsman, que durante uma entrevista ao Jornal da TV Cultura, na última segunda-feira (23/10), chamou o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) de “aberração”.

Segundo o parlamentar, o modelo de desenvolvimento econômico instalado em Manaus traz aos amazonenses a oportunidade de trabalho, de renda e entrega grande contrapartida para o mundo.

“No Amazonas moram mais de quatro milhões de habitantes que têm direito de ter trabalho, renda, de se alimentar e ter sua cidadania respeitada. O senhor precisa ter uma aula de geografia para conhecer o seu país e uma aula de história para respeitar a Zona Franca de Manaus e o estado do Amazonas”, disse em seu pronunciamento direcionado a Alexandre Schwartsman”, disse Vianna.

Defensor da Zona Franca, ele ressaltou a importância econômica da ZFM para a região e para o país como um todo.

“Esse modelo ajuda a desenvolver o Amazonas. Nos primeiros sete meses, de janeiro a julho, a Zona Franca de Manaus faturou R$ 98 bilhões, emprega mais de 500 mil amazonenses de maneira direta e indireta, além de dar uma contrapartida importante para o Brasil e para o mundo que é a preservação de mais de 90% da floresta em pé”, disse o deputado.

Entenda

Durante a entrevista, a jornalista Kary Bravo questionou se a seca estava prejudicando a economia do Brasil devido a um erro de planejamento da economia local para estiagem ou se seria decorrente de oscilações no mercado. Schwartsman respondeu afirmando que a Zona Franca de Manaus era uma “aberração” e que a indústria deveria estar localizada mais próxima ao centro consumidor.

“Tem um problema climático, realmente não dá para prever. Mas porque diabos a indústria tá lá e o centro consumidor está aqui (em São Paulo)? Porque existe uma aberração chamada Zona Franca de Manaus. Então, depende de todos os modais. Bom se fosse em um lugar que ficasse perto do mercado consumidor a gente não estaria passando por isso, mas agora, eles têm mais 50 anos para aquela indústria infante e quando acabar os 50 anos, a gente vai ter mais 120 anos que é para dar sorte”, disse Schwartsman, em tom de deboche.

*Com informações da assessoria

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