Senado do Paraguai aprova impeachment do presidente Santiago Peña após escândalo bancário

Decisão por 44 votos a favor consolida a destituição do mandatário, que faltou à sessão de julgamento e foi representado por advogados

Presidente destituído era esperado no plenário do Congresso para apresentar sua defesa (Foto: Agência Brasil)

Em uma sessão decisiva no Congresso Nacional, o Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira (06/11), o processo de impeachment contra o presidente da República, Santiago Peña. A destituição do chefe de Estado foi confirmada por 44 votos a favor e apenas uma ausência, selando a queda do governo após semanas de intensa pressão política e popular.

A aprovação no Senado conclui o julgamento político iniciado na Câmara dos Deputados, que já havia votado massivamente a favor da abertura do processo na última quinta-feira (05/11). Peña é acusado de envolvimento direto em um grave escândalo financeiro que culminou no fechamento de uma grande instituição bancária do país, impactando a economia e afetando milhões de paraguaios.

Ausência e defesa jurídica

O presidente destituído era esperado no plenário do Congresso para apresentar sua defesa pessoalmente. Embora tenha afirmado publicamente em suas redes sociais que compareceria à sessão para responder às acusações, Peña não se apresentou. Sua defesa foi conduzida exclusivamente por seus advogados.

Durante a sustentação oral, a equipe jurídica do mandatário argumentou que a velocidade do processo violava as garantias do devido processo legal e cerceava o direito de defesa do presidente. No entanto, os argumentos não foram suficientes para dissuadir os parlamentares, que mantiveram a maioria absoluta necessária para a cassação do mandato.

O impacto da crise

A crise política escalou rapidamente após o colapso financeiro da instituição bancária no centro do escândalo. A liquidação do banco travou contas bancárias, congelou ativos de correntistas e gerou uma onda de protestos nas principais cidades do país.

Com a destituição de Peña, assume a chefia do Poder Executivo o vice-presidente da República, conforme prevê a Constituição do Paraguai, até a conclusão do mandato ou a convocação de novas diretrizes eleitorais pela Justiça Eleitoral.

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