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Sequestrado em águas internacionais na madrugada do último dia 1° de maio, o ativista internacionalista brasileiro, Thiago Ávila – integrante da Flotilha Sumud que tenta quebrar o bloqueio na Faixa de Gaza -; foi exposto, neste domingo (03/05), como prisioneiro de guerra pelo regime terrorista de Israel. Além dele, os sionistas expuseram ainda o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, que também integrava a flotilha atacada.
Ambos aparecem visivelmente com marcas de agressões físicas. Segundo denúncias feitas por organizações de direitos humanos, Thiago Ávila foi submetido à espancamentos, torturas e ameaças desde o seu sequestro em águas internacionais.
Thiago Ávila e Saif Abu Keshek são os únicos dos mais de 170 participantes da missão humanitária que tentava levar alimentos e remédios à população da Faixa de Gaza que não foram soltos ainda pelo regime israelense. Até o momento, nenhuma acusação formal foi feita por Israel contra os dois ativistas internacionais.
Israel inicialmente havia sequestrado quatro Integrantes da delegação brasileira, participantes da missão humanitária não violenta da Global Sumud Flotilla, em águas internacionais nas proximidades da Ilha de Creta, enquanto navegavam em direção à Faixa de Gaza. Além de Thiago Ávila foram capturados Amanda Coelho Marzall, conhecida como Mandi Coelho – militante pelo PSTU e parte da liga internacional dos trabalhadores -; Leandro Lanfredi de Andrade – petroleiro da Petrobras Transporte, diretor do SindiPetro-RJ e da Federação Nacional de Petroleiros -; e Thainara Rogério.
Segundo a Global Sumud Flotilla, outra brasileira, Beatriz Moreira de Oliveira, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens, está a bordo do barco Amazona, que conseguiu despistar as forças de ocupação israelense até entrar em águas territoriais da Grécia. Também escaparam as coordenadoras da Global Sumud Brasil, que estavam a bordo do barco SAF SAF, Lisi Proença e Ariadne Teles, que desembarcaram na Sicília (Itália) para ajudar no trabalho da equipe de terra. As embarcações haviam saído de Catania na Itália em 26 de abril.
Os navios de ajuda humanitária foram interceptados por Israel na madrugada do dia 1° de maio ao largo da península grega de Peloponeso, localizada a centenas de quilômetros da Faixa de Gaza, segundo os organizadores da flotilha. A ação criminosa israelense foi condenada por vários países, entre eles, o Brasil.
Em comunicado, o grupo disse que a ação se trata de pirataria e captura ilegal de seres humanos. “Essa é uma afirmação de que Israel pode operar com total impunidade, muito além de suas próprias fronteiras”.