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As agressões israelenses realizadas desde o último dia 23 de setembro contra o Líbano – quando Israel passou a alvejar de forma criminosa e massiva os civis -, atingiram diretamente os cristãos libaneses com a destruição de várias igrejas e assassinatos de membros da comunidade cristã do país árabe.
O mais recente ataque de Israel destruiu, na quarta-feira (09/10), a igreja de Derdghaya – cidade de maioria cristã localizada no sul do Líbano a 69 quilômetros de distância da capital Beirute -, deixando ao menos cinco pessoas mortas, incluindo paramédicos que participam das operações de resgates na região.
Entre os profissionais de saúde assassinados nesta nova agressão israelense está Joseph Grace Al-Badawi, cristão libanês da cidade histórica e bíblica de Tiro, que morreu como mártir junto com outros quatro paramédicos muçulmanos. O corpo de Joseph foi velado, na manhã desta quinta-feira (10/10), na Igreja Greco-Melquita Católica de Tiro, onde a oração fúnebre foi realizada sobre seu corpo pelo padre Marius Khairallah, antes de ser sepultado no cemitério da cidade.
“Israel tenta causar divisões na sociedade libanesa. O assassinato de cristãos e muçulmanos mostra que Israel não distingue entre ninguém. A morte de um grande número de civis, incluindo os profissionais de saúde, revela que Israel está mentindo para o mundo sobre atacar somente o Hezbollah. Os libaneses devem se manter unidos contra as agressões israelenses”, afirmou o líder religioso cristão.
De acordo com nota da Defesa Civil libanesa, as equipes de resgate ainda trabalhavam, nesta quinta-feira (10/10), na tentativa de “buscar por pessoas desaparecidas sob os escombros de uma igreja e de um centro de Defesa Civil que foram alvos de um ataque aéreo inimigo israelense em Derdaghya”.

Família cristã foi dizimada por Israel
No último dia 2 de outubro, os terroristas israelenses assassinaram uma família inteira de cristãos no sul do Líbano. O policial Fadi Samih Said e os pais dele foram assassinados na cidade cristã de Debel (a 87 quilômetros de Beirute), na região fronteiriça do Líbano, após um ataque aéreo de Israel ter destruído a casa onde eles moravam.

Israel causa grande destruição
As agressões israelenses desde o último dia 23 de setembro têm causado grande destruição na infraestrutura civil do Líbano, incluindo milhares de casas, principalmente no sul do Líbano, além de um grande fluxo de refugiados – mais de 1 milhão, segundo as autoridades libanesas.
Em declaração a um jornal árabe, o ex-prefeito da cidade milenar de Al-Qawzah, Matta Najm, afirmou que a população cristão, assim como a muçulmana, tem sido deslocada por causa das agressões israelenses. “Grande parte das suas casas antigas foram demolidas, aquelas casas que tinham 200 anos. Aconteça o que acontecer, iremos restaurá-las para que continuem a ser uma história a ser contada às gerações futuras sobre o nosso profundo amor por esta cidade”, disse.
Segundo ele, a destruição que se abateu sobre as aldeias cristãs da faixa fronteiriça é insignificante em comparação com o que aconteceu com as aldeias dos muçulmanos xiitas, onde o cenário é desolador. “Na verdade, a nossa tristeza é grande pelo que aconteceu aos nossos vizinhos (muçulmanos) com quem temos relações históricas, fundada no amor e na troca de alegrias e tristezas”, afirmou Najm.
Igreja destruída na província de Jezzine
No final de setembro, ataques de Israel atingiram a igreja de Mar Maroun, na cidade de Bouslaya (a 62 quilômetros de Beirute), na província de Jezzine, no sul do Líbano. O local ficou bastante danificado com vidros quebrados devido as agressões israelenses.