Terroristas que governam a Síria perseguem minorias religiosas e excutam mais de 250 civis sírios

Civis foram assassinados pelas forças do novo governo sírio em cidades de maioria alauíta (Foto: Reprodução)

Mais de 250 pessoas foram mortas – a maioria vários civis -, nos últimos dois dias na Síria, em função de de vários massacres cometidos pelos novos governantes sírios após um levante popular eclodir em várias províncias do país. As informações foram divulgadas, nesta sexta-feira (07/03), por grupos de direitos humanos da Síria.

As mortes foram registradas em várias províncias situadas no litoral ao longo do mar Mediterrâneo, regiões habitadas, principalmente, por muçulmanos alauítas e cristãos.

Somente na cidade de Mukhtarieh, 30 alauítas foram covardemente assassinados em frente de suas casas por membros do Hayat Tahrir Al-Sham (HTS), o grupo terrorista apoiada pela Turquia e Arábia Saudita que assumiu o controle da Síria após a queda do governo do ex-presidente Bashar Al-Assad, em 8 de dezembro do ano passado. Grupos de direitos humanos informaram que a cena do massacre se repetiu nas cidades de Al-Haffa e Al-Qabou, descrevendo o dia como “sangrento” na zona rural de Latakia.

Vários vídeos divulgados pelos próprios terroristas nas redes sociais mostram civis sírios sendo humilhados, espancados, torturados e assassinados pelos extremistas, muitos deles estrangeiros vindos dos países da Ásia Central e de nações árabes, como o Egito.

Em um dos vídeos é possível ver os corpos de vários homens mortos em frente de suas casas em bairros pobres de cidade do litoral da Síria. Em outro vídeo, idosos e mulheres são espancados pelos terroristas.

Levante popular é lançado

A nova campanha de perseguição étnica e religiosa promovida pelos novos governantes, que não se movimentaram para combater o avanço de Israel sobre terras sírias, ocorre num momento que foi anunciado o lançamento de um novo grupo de Resistência armada contra o HTS e seu líder Ahmad Sharaa, conhecido como Al-Joulani, o ditador que se empossou presidente da Síria.

Durante muito tempo, Al-Joulani atuou em grupos terroristas como a Al-Qaeda e o Daesh, participando de massacres e degolações contra civis. O terrorista sírio, porém, virou o novo “queridinho” do Ocidente, participando de eventos e entrevistas para canais da Europa e dos Estados Unidos, países que posam como defensores dos direitos humanos.

De acordo com a mídia árabe, nesta sexta-feira (07/03), alauítas iniciaram manifestações, também em Tartus e Latakia em frente à base militar russa em Hmeimim, exigindo ação russa e proteção para o grupo religioso, e pediram que Moscou interviesse junto ao Conselho de Segurança da ONU a esse respeito.

“A campanha de mobilização e tensão sectária continua, assim como as batalhas, que estão concentradas nas aldeias e áreas rurais de Latakia e Tartous e longe dos centros das cidades, entre o Ministério da Defesa e Segurança Pública e grupos armados nas áreas rurais de Latakia e Tartous”, de acordo com relatos do correspondente do canal Al-Mayadeen.

Conselho faz alerta para luta sectária

À luz dos acontecimentos, o Conselho Islâmico da Comunidade Alauíta na Síria e no Exterior emitiu uma declaração alertando contra a mobilização sectária e o aumento da intensidade da incitação ao assassinato e à matança, após os videoclipes dos massacres que se espalharam desde ontem.

Na declaração, e entidade religiosa pediu que o Conselho de Segurança da ONU interviesse, sob o Capítulo VII, para proteger a seita alauíta na costa síria e as minorias. Por sua vez, o enviado da ONU para a Síria, Geir Pedersen, afirmou estar “preocupado com os relatos de confrontos no Sahel e vítimas civis”.

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