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Um dos veículos de comunicação mais influentes do mundo, o The New York Times instou, nesta quarta-feira (19/03), o presidente Donald Trump a colocar um fim nas agressões dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o Líbano, implorando então a Teerã que retorne às negociações. Segundo o jornal norte-americano, as mortes e a destruição “devem ter exaurido” Trump, os líderes iranianos e os países do Golfo a ponto de alguma forma de “acordo” ser possível.
O periódico defende que Trump deveria “declarar a conquista de seus objetivos de guerra no Irã” e pressionar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a encerrar as hostilidades contra o Hezbollah e o próprio Irã.
Para o jornal, após o fim da guerra, a Casa Branca deveria “implorar” a Omã que pressionasse o Irã a retornar à mesa de negociações para “conversas secretas”, acrescentando: “Não sei se chegar a um acordo é possível”.
O The New York Times considerou o alívio das sanções “muito atraente” (para o Irã e seu retorno às negociações), lembrando que “foi por isso que o Irã ofereceu o que parecia ser um acordo muito bom sobre o programa nuclear antes de Trump rejeitá-lo e lançar o ataque”.
O jornal expressou dúvidas sobre a possibilidade de se chegar a um acordo semelhante hoje, “mas talvez algum tipo de suspensão temporária do enriquecimento com a retomada das inspeções seja possível”.
O jornal indicou que “se um novo acordo for possível, isso também reduzirá a probabilidade de ataques cibernéticos ou contra alvos dos EUA “em retaliação ao assassinato do Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei”.